Laurent Rebours/AP
Laurent Rebours/AP

Às vésperas da Volta da França, Chris Froome é absolvido de acusação de doping

Em 2017, um exame realizado no atleta durante a Volta da Espanha mostrou uma concentração do medicamento para asma acima do nível permitido

Estadão Conteúdo

02 Julho 2018 | 07h22

A União Ciclística Internacional (UCI) anunciou nesta segunda-feira a absolvição do britânico Chris Froome, após investigá-lo por uso de doping. Com isso, o atleta está liberado para disputar a Volta da França, que começa esta semana, na qual tentará igualar o recorde de cinco títulos da mais tradicional competição da modalidade.

Em setembro de 2017, o exame realizado por Froome na Volta da Espanha mostrou uma concentração do medicamento para asma salbutamol dobrada - 2.000 nanogramas - em relação ao nível permitido. Ao invés de suspendê-lo, porém, a UCI ordenou que o ciclista explicasse para a entidade o motivo de tal resultado.

 

Naquela oportunidade, o britânico alegou que fez uso do remédio porque teve uma crise de asma durante a prova. Ele garantiu ter consumido a substância segundo as orientações médicas da sua equipe, a Sky. O medicamento ajuda a ampliar a capacidade pulmonar e pode aumentar a resistência de um competidor se usado em quantidades expressivas.

Enquanto a investigação era conduzida, Froome foi liberado para voltar a competir e, no início deste ano, retomou a carreira normalmente, na Volta da Andaluzia, também conhecida como Rota do Sol. Na ocasião, o britânico reafirmou sua inocência e revelou ter recebido apoio de diversos colegas.

Após um longo inquérito, a UCI finalmente definiu nesta segunda o resultado do caso e absolveu o ciclista das acusações. Em comunicado, a entidade explicou que "os resultados da amostra de Froome não constituem uma AAF (Descoberta Analítica Adversa, na sigla em inglês)". "Decidimos encerrar os procedimentos contra o Sr. Froome", completou.

O fim das investigações foi celebrado pelo britânico, que a partir de sábado estará na disputa por mais um título da Volta da França. "Eu nunca duvidei que este caso seria encerrado, pela simples razão de saber o tempo todo que eu não fiz nada errado", afirmou.

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