Assunção decide e Palmeiras fica a um empate da final

Volante acerta mais um belo chute de fora da área e garante a difícil[br]vitória sobre o Goiás por 1 a 0, em Goiânia

Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2010 | 00h00

Marcos Assunção não é apenas o homem das bolas paradas. É, mesmo com ela rolando, o jogador dos chutes certeiros. Os goleiros adversários que o digam. Com mais um gol, deu a vitória ao Palmeiras. Foi sobre o Goiás, por 1 a 0, no Serra Dourada, que colocou seu time mais perto da final da Copa Sul-Americana. O jogo de volta será na quarta-feira, no Pacaembu. Hoje, LDU e Independiente começam a definir quem será o outro finalista, em Quito, no Equador.

Luiz Felipe Scolari gritou na noite de ontem. E gritou muito. Chamou a atenção de Edinho, cobrou mais participação de Lincoln. E o Palmeiras com uma pitada de ofensividade prometida pelo treinador pouco apareceu em Goiânia. Mas a verdade é que o Goiás também pouco atacou e aí valeu a qualidade individual de Assunção. E todo mundo sabe que sua arma é o chute. Foi com ele as três melhores chances no primeiro tempo. Primeiro, acertou a trave. Depois, de falta, fez o goleiro Harlei trabalhar.

O Palmeiras da etapa inicial mostrou falta de qualidade no meio de campo. Lincoln atuou na vaga do lesionado Valdivia e não mostrou eficiência. Assim ficou difícil para Kleber trabalhar na frente, com a bola pouco chegando a ele.

O segundo tempo mudou de panorama. E graças a Marcos Assunção, que logo aos três minutos arriscou de longe e fez a torcida palmeirense, que se fez presente em bom número no Serra Dourada, explodir de alegria. O volante chegou a quatro gols na competição - um gol em cada fase disputada.

Felipão alertara o time dos perigos do Goiás. O treinador imaginava um time bastante disposto na Sul-Americana, ao contrário do Atlético-MG, adversário que na fase anterior havia entrado com os reservas (mas mesmo assim dificultou muito a vida alviverde). Realmente o time goiano entrou com todos os titulares, mas faltou qualidade e o futebol apresentado foi o mesmo que o está levando para Série B do Campeonato Brasileiro. Com a desvantagem no placar, o Goiás teve de ir para frente. E o jogo ficou aberto. Os donos casa tentavam de um lado e abriam espaços para o contra-ataque.

Artilheiro do torneio com 6 gols, Rafael Moura passou em branco. As bolas costumavam chegar pelo alto e Deola mostrou segurança nos lances. Foi perfeito também no chute de Otacílio Neto, que aproveitou falha da defesa rival para aparecer pela esquerda e chutar em cima do goleiro palmeirense.

Como tem feito, Felipão fechou a equipe no fim. Tirou Lincoln e Tinga para a entrada de Pierre e Leandro Amaro. O Goiás bem que tentou e chegou ao empate, mas Evandro Rogério Roman anulou corretamente o gol de Otacílio Neto - Rafael Moura estava à frente de Deola, em impedimento. Reclamações de um lado, alívio de outro.

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