Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Assunção pode parar por até 40 dias

Incerteza sobre futuro do volante, que pode passar por cirurgia no joelho, obriga Palmeiras a repatriar Correa

DANIEL BATISTA, O Estado de S.Paulo

17 de agosto de 2012 | 03h04

Há mais de um mês, Marcos Assunção luta contra uma tendinite no joelho direito que o impede de jogar sem dor e, pior, cobrar faltas com aquela maestria. Cansado de tanto sofrer e tomar infiltração para atuar, o volante parece decidido a passar por uma artroscopia e resolver o problema.

O departamento médico do Palmeiras tenta evitar a cirurgia. "Não queremos partir direto para um processo cirúrgico. Estamos fazendo um tratamento conservador. Estamos na iminência de decidir se teremos ou não que fazer a cirurgia", explicou o médico Otávio Vilhena.

Assunção não esconde a chateação. Depois de todos os treinos e jogos, a dor no joelho é quase insuportável. Contra o Flamengo, quarta-feira, em Barueri, ele não suportou e teve de sair ainda no intervalo. As cobranças de faltas só pioram a situação, pois forçam ainda mais a articulação do joelho. Caso tenha de passar por cirurgia, a previsão de recuperação é de 30 a 40 dias.

Mesmo que não opere, Assunção fará poucos jogos na temporada. A ideia é evitar que ele precise tomar mais medicamentos para conseguir jogar.

Ciente da possibilidade de perder Assunção por várias partidas, o Palmeiras trouxe Correa, que foi apresentado ontem. O presidente Arnaldo Tirone admitiu que a contratação do volante não foi pedida pelo técnico Luiz Felipe Scolari, mas que o treinador concordou com o acerto.

"Como o Assunção pode passar por um tratamento delicado, trouxemos o Correa, que apareceu como uma boa oportunidade de contratação. Não foi pedido do treinador. Nós vimos a oportunidade e trouxemos um grande jogador."

Novo Assunção. Correa, que defendeu o Palmeiras de 2003 a 2006, disse ontem que se for preciso está pronto para substituir Marcos Assunção, inclusive na bola parada.

"Vamos somar e juntos fazer o Palmeiras ganhar os jogos. A bola parada faz a diferença no futebol de hoje, por isso quanto mais, melhor", disse o jogador, de 31 anos, e que assinou contrato válido até o fim do ano.

Sobre o retorno ao clube, disse que foi um sonho realizado. "Nem minha mãe acreditou quando disse que tinha voltado. Estou feliz por voltar para a minha casa. Me sinto bem com essa camisa."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.