Michael Dalder/Reuters
Michael Dalder/Reuters

Astro chinês 'some' antes de final após confusão com brasileira

Segundo relato, Sun Yang teria discutido e tentado chutar nadadora

Estadão Conteúdo

09 de agosto de 2015 | 14h02

Onde estava Sun Yang. Uma hora e meia depois do início da final dos 1.500 metros em Kazan, ainda não havia resposta para a questão. O chinês, maior nome das provas masculinas de fundo na natação, simplesmente não apareceu para ganhar o que seria sua terceira medalha de ouro na Rússia. Extraoficialmente, ele teria passado mal. Yang já foi suspenso por doping, por três meses, por consumo de um remédio para problemas cardíacos.

Campeão olímpico nos 400m e nos 1.500m (e tri mundial nos 800m, que não é prova olímpica), Yang é o principal nome da natação chinesa, um dos atletas mais idolatrados do seu país. Quando os atletas foram anunciados para a final dos 1.500m, ele não apareceu. De acordo com relato da transmissão do SporTV, a repórter do canal chinês chegou a invadir a área de atletas em busca de informações.

Mesmo os nadadores que participaram da prova não sabiam de Yang, apenas que ele não apareceu para o aquecimento na piscina. A Federação Internacional (Fina) publicou no Twitter que também desconhecia o que havia ocorrido. Como não foi informada da desistência, não pôde escalar o reserva e a final teve uma incomum raia vazia.

Em seguida surgiu a informação, publicada por um site norte-americano, de que Yang teria discutido com uma atleta brasileira na piscina de aquecimento. O técnico-chefe da seleção, Alberto Silva, o Albertinho, confirmou a história em entrevista ao SporTV, mas nego que tenha sido por isso que o chinês não nadou a final.

"O Sun ele já é mal conhecido por ser mal educado no aquecimento. Ele passou por cima dela, ela não gostou, tirou satisfação, ele enfiou o dedo na cara dela, tentou chutar a menina. O treinador do Brasil falou que ele tinha que dividir espaço com tudo mundo, virou uma discussão, brasileiro é sangue quente. É uma nadadora do Brasil que prefiro nem levantar o nome. Mas a menina podia ser qualquer uma, do Brasil e de outro", disse Albertinho.

Segundo ele, representantes de outros países, como Canadá, África do Sul, Chile e Argentina, se dirigiram à comissão técnica brasileira para comentar que não é a primeira vez que o chinês arranjava confusão no aquecimento. "Fui à Fina e reportei. Foi chamado o team manager da China, logo depois essa pessoa foi até o Brasil. Eles pediram desculpas para todo o time do Brasil, estavam visivelmente constrangidos e ficou por isso mesmo", completou o treinador brasileiro.

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