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Astro do 49ers diz que manterá protesto em hino na NFL por questão racial

Colin Kaepernick avisou que pretende ficar sentado toda vez que considerar apropriado

Estadão Conteúdo

29 de agosto de 2016 | 11h54

Desafiante e determinado a ser um canal para mudança nos Estados Unidos, Colin Kaepernick avisou que pretende ficar sentado durante a execução do Hino Nacional toda vez que considerar apropriado e até ver um avanço importante em seu país, especialmente sobre as questões raciais.

Kaepernick sabe que o San Francisco 49ers poderia afastá-lo diante dessa postura. Mas mesmo diante desse risco e das críticas, o quarterback se declarou como único responsável pelo comportamento que pretende manter e não pediu para ninguém seguir a sua ação.

O jogador também reconheceu que poderá ser maltratado em algumas cidades onde a sua equipe vai atuar como visitante, mas se disse preparado a enfrentar esta situação e observou que não está muito preocupado com a sua segurança. "Se acontecer algo, isso apenas provaria o meu ponto de vista".

"Eu vou ficar ao lado das pessoas oprimidas", disse. "Para mim esta é uma situação que tem que mudar. Quando ocorrer uma mudança importante e eu considerar que essa bandeira representa o que se supõe representar, quando este país representar as pessoas do jeito que se supõe fazê-lo, eu vou ficar de pé".

Na última sexta-feira, ele se recusou a ficar de pé durante a execução do hino antes da derrota pela pré-temporada do 49ers para o Green Bay Packers. O jogador garantiu que não foi procurado por ninguém da NFL para conversar sobre o seu comportamento.

"Ninguém tentou me calar e para ser honesto não é algo que vai me deixar calado", disse. "Eu vou falar a verdade quando me perguntarem. Não é uma postura de imagem ou publicidade ou qualquer coisa assim. É uma postura a favor das pessoas que não têm voz. A favor de pessoas oprimidas e elas precisam ter igualdade de oportunidades para ter sucesso".

Kaepernick também conversou com seus companheiros para explicar seu ponto de vista. Alguns ficaram de acordo com a sua mensagem, mas não necessariamente com o seu método. "Todos na equipe têm direito a expressar sua opinião. Somos adultos", disse o linebacker Naorro Bowman.

Além disso, Kaepernick criticou os candidatos presidenciais Hillary Clinton e Donald Trump, os descrevendo como "abertamente racistas", e denunciou a brutalidade policial contra as minorias.

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