Alexandre Arruda/Divulgação - 2/3/2011
Alexandre Arruda/Divulgação - 2/3/2011

Astros garantem bom público nas Superligas

Com grandes nomes, esporte se torna uma das principais atrações no País e segura os patrocinadores

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

SÃO PAULO - Ginásios com bom público e com a presença de astros do vôlei mundial têm feito da Superliga, o Campeonato Brasileiro de clubes de vôlei, uma das principais atrações do esporte nacional. Na reta final dos torneios feminino e masculino sobra emoção nas quadras. E há a sensação de que a insegurança de investimentos na vitoriosa modalidade está um pouco mais distante.

Há dois anos, Osasco perdia o patrocínio do Bradesco. A equipe da Unisul, de Santa Catarina, também fechava suas portas. Participantes daqueles projetos conseguiram dar a volta por cima e apostam que, agora, estão em parcerias duradouras.

"Normalmente, o patrocínio é algo passional, baseado apenas em resultados. Mas agora estamos com um parceiro que está apostando na modalidade", diz o técnico Luizomar de Moura, que continua no Osasco e foi um dos agentes para a entrada da Nestlé na equipe. O apoio da empresa, iniciado em 2009 com a marca Sollys, rendeu o título da última Superliga e já foi renovado. "O sonho agora é manter duas categorias de base junto com o adulto."

Ex-diretor e técnico da extinta Unisul, Giovane não tem do que reclamar. Encontrou acolhida no Sesi e decidirá, no domingo, o título da Superliga com o Sada Cruzeiro. Animado com a estrutura que possui no time paulistano, o bicampeão olímpico atesta a melhora de condições no vôlei nacional. "As coisas melhoraram, mas ainda há muito o que se fazer. Seria ótimo que todas as equipes tivessem a mesma estrutura que nós e isso ainda não é uma realidade."

Há um ano, São Caetano e Brasil Vôlei Clube, de São Bernardo (ex-Banespa), também perderam seus patrocínios, mas os times conseguiram apoio de suas cidades e não foram extintos. Pelo menos por enquanto, não há boatos de que equipes acabem ao fim da atual edição. A Sky, é verdade, deixou o time masculino do Pinheiros rumo a Florianópolis. Mas a equipe paulistana promete que terá novo apoiador.

Estrelas. O processo de repatriamento continua em marcha. O Vôlei Futuro investiu na contratação do levantador Ricardinho, que estava na Itália, e da ponta Paula Pequeno. Sesi e Sada Cruzeiro trouxeram o oposto Wallace e o levantador William da Argentina.

Dos 28 atletas que disputaram os Mundiais de 2010, 23 atuam em equipes brasileiras. Não à toa, a presença de torcedores nos ginásios tem sido satisfatória. A média de público chega à casa dos 1.500 espectadores.

FORÇA EM QUADRA

27 equipes disputaram a edição 2010/2011 da Superliga de vôlei: 12 times femininos e 15 times masculinos

20 jogadores dentre os 25 pré-convocados pelo técnico Bernardinho para a Liga Mundial atuam no País. Entre as 14 mulheres vice-campeãs do Mundial do Japão, em 2010, apenas Fernanda Garay joga fora do Brasil - ela defende o NEC, do Japão

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