Atenas reafirma que segurança é prioridade

Para garantir a segurança dos primeiros Jogos Olímpicos depois do atentado de 11 de setembro ao World Trade Center, em Nova York, a Grécia vai gastar cerca de US$ 1,2 bilhão, 50% a mais do inicialmente previsto, mais de triplo do que foi gasto na Olimpíada de Sydney, há quatro anos.Os gregos também procuraram auxílio externo. O planejamento do sistema de segurança teve a colaboração de especialistas de sete países - Estados Unidos, Inglaterra, Israel, Espanha, França, Alemanha e Austrália - que também já participaram de várias manobras para testar o esquema, em que chegaram a ser simulados ataques com armas químicas e o resgate de reféns em poder de terroristas. Um novo período de exercícios vai começar no dia 13 e se estender por quatro dias.A Otan também vai ajudar a proteger os Jogos, com vigilância aérea e marítima, além de uma divisão multinacional especialista em lidar com ataques terroristas. Metade das forças de segurança do país estará mobilizada durante a Olimpíada, com cerca de 50 mil homens armados apenas na capital. Duas mil câmeras de vigilância espalhadas pelas ruas de Atenas ajudarão a monitorar pessoas e tráfego e perímetros de segurança, ou "zonas vermelhas", serão estabelecidos ao redor de todos os 39 locais de competição.Para tentar diminuir a preocupação internacional quanto à segurança, a Grécia não se cansa de dizer que o assunto é prioridade. "Nunca um país gastou tanto com segurança na Olimpíada", disse Fani Palli-Petralia, vice-ministra da Cultura. "Apesar do estouro no orçamento, este é um assunto em que não haverá concessões."

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