Ativistas criticam COI por uso de animais

Grupos de defesa dos animais da Inglaterra estão em pé de guerra com o Comitê Olímpico Internacional (COI) em razão de uma parte da cerimônia de abertura dos Jogos, na sexta-feira, em que 70 ovelhas, 9 gansos, 12 cavalos, 10 galinhas e 10 patos, além de 2 cabras, 3 vacas e 3 cães pastores vão compor o espetáculo. A caixa de e-mail do grupo britânico Peta (People for the Ethical Treatment of Animals) lotou nos últimos dias, com mensagens de repúdio à exposição dos 119 animais.

LONDRES, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2012 | 03h05

A presidente da organização com 2 milhões de membros em todo mundo, Ingrid Newkirk, recebeu uma carta do diretor artístico da abertura, Danny Boyle, na qual ele se comprometia a tomar as precauções para preservar a saúde dos animais, com cuidados para que não sofressem estresse em virtude da grandiosidade da festa e da presença de milhares de pessoas no estádio olímpico. Ela, porém, não tinha dado nenhuma resposta a Boyle até ontem à tarde.

Indagado sobre a polêmica, o presidente do COI, Jacques Rogee, demonstrou bom humor. Disse que estava feliz com a participação dos animais na cerimônia, que teve um ensaio geral na noite de ontem, e acrescentou, com leve sorriso: "Posso assegurar que eles não serão sacrificados". Depois, comentou que é amplamente favorável à proteção dos animais.

Na carta à ativista, Boyle dizia que os animais vão ficar pouco tempo no cenário da festa e ainda poderão deixar o estádio à luz do dia. Ontem, seguidores do Peta pediam que outros grupos se manifestassem a fim de impedir que "a arca de Boyle" fosse apresentada no estádio. / S.B.

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