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Atleta paralímpico quer transformar bronze em ouro nos Jogos de Tóquio

Ítalo Gomes Pereira sonha brilhar em 2020 e melhorar sua colocação

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

29 Outubro 2016 | 17h01

Terceiro lugar nos Jogos Paralímpicos do Rio na prova de 100 m costas classe S7, Ítalo Gomes Pereira quer usar a estrutura do CT Paralímpico, em São Paulo, para transformar o bronze em ouro daqui a quatro anos, em Tóquio, no Japão. “A intenção é melhorar, vou treinar para isso aí. Quero chegar lá e brigar por um segundo lugar, quem sabe um primeiro”, avisa.

Na ocasião, Ítalo nadou a distância em 1min12s48, quase dois segundos mais lento que seus rivais que ficaram mais alto no pódio. Para ele, as instalações do CT podem fazer ainda mais diferença no futuro. “Eu treinei aqui antes dos Jogos do Rio, logo que ficou pronto, mas antes treinava em São Caetano, onde a estrutura é relativamente boa, mas às vezes a piscina estava muito gelada. Isso deixou um pouco a desejar”, conta.

Ítalo nasceu em Porto Nacional, no Tocantins, mas foi criado em Goiânia. Ele tinha mobilidade reduzida por causa de uma rubéola congênita e aos 13 anos optou pela natação. Disputou os Jogos Paralímpicos de Londres, em 2012, e no final do ano seguinte decidiu se mudar para São Caetano para treinar usando a estrutura do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB). Agora, ele se mostra radiante pelo espaço do CT.

“No meu caso será a primeira vez que treinarei com estrutura desse porte para fazer uma preparação completa para o ciclo. Para mim e meus técnicos, isso me deixa bem mais confiante sabendo que eu não perderei em nada quanto à estrutura para quem está treinando lá fora, os meus adversários no caso, e isso me deixa bastante motivado para o próximo ciclo”, diz.

Ele conta que todos estão elogiando bastante o local, que deixou impressionado inclusive Sir Philip Craven, presidente do IPC (Comitê Paralímpico Internacional). “A estrutura é de primeiro nível. O presidente do IPC veio para cá e disse que nunca tinha visto um centro voltado para o esporte paralímpico desse nível. Sabemos que temos o que há de melhor para treinar. Chego bem tranquilo e pretendo ficar direto aqui.”

Para ele, não foi só na parte de estrutura que melhorou. A relação com os colegas de equipe também mudou. “A galera brinca muito quando divido a raia. Por causa da minha envergadura e do meu estilo de nado, sempre atrapalhava um pouco os colegas, sempre tinha reclamação, diziam que eu batia. Aqui cada um tem uma raia para treinar, isso dá tranquilidade a mais”, conclui.

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