Atleta turca fraudou exame antidoping

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) concluiu que a atleta turca Sureyya Ayhan, campeã européia dos 1.500 metros em Munique 2002 e vice-campeã mundial em Paris 2003, é culpada de ter tentado burlar um exame antidoping depois de ter entregue uma mostra de urina que não era dela. A informação foi divulgada neste domingo pelo jornal ?Hurriyet, que apresenta declarações do secretário-geral da IAAF, Istvan Gyulai, em que assinala que a atleta deve ser punida.Segundo o dirigente, o castigo para Ayhan poderia ser a suspensão das competições por um período de dois a quatro anos. ?Documentamos o caso em um relatório. O que ela fez é algo muito grave e que exige um castigo?, declarou Gyulai na entrevista. No entanto, Yucel Kop, treinador e marido de Ayhan, negou a acusação. O dirigente da IAAF também disse que o caso de Ayhan era diferente do escândalo de doping que aconteceu com os velocistas gregos Kostas Kenteris e Katerina Thanou. ?O incidente de Kenteris é diferente porque ele não foi submetido a um teste e, embora seja culpado, a punição poderia ser menos severa?, explicou Gyulai. ?O que Ayhan fez foge de qualquer norma de esportividade e é simplesmente imperdoável.? As suspeitas de doping de Ayhan, a maior esperança turca das provas de fundo, aconteceram depois de ela declarar que não poderia participar dos Jogos de Atenas por sofrer com uma lesão na perna. Ayhan ganhou o título europeu em 2002 e ficou na segunda colocação do Mundial do ano passado. No entanto, Gyulai garantiu que a ausência da atleta da competição de Atenas não ia salvá-la do castigo. A IAAF acusou Ayhan de se negar a fazer um exame antidoping, fornecendo amostras incompletas, obstruindo o processo de controle e alterando as amostras. A entidade também acusa a atleta de falsidade ideológica.

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