Atletas do bicicross querem fazer história

Equipe brasileira entra em ação de olho numa vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim

Valéria Zukeran, O Estado de S. Paulo

01 de março de 2008 | 12h17

O bicicross fará sua estréia como modalidade olímpica nos Jogos de Pequim e os atletas do Brasil prometem não poupar esforços para fazer parte da história. A equipe está concentrada em Paulínia, interior paulista, onde participa a partir deste sábado do Campeonato Paulista. No mesmo local, na próxima sexta-feira, os atletas estarão disputando o Campeonato Pan-Americano, uma das últimas quatro competições que valerão pontos para o ranking olímpico. "Estamos fazendo de tudo para estar em Pequim na primeira competição de bicicross em uma Olimpíada. Para nós, é importante fazer parte da história", conta o técnico da equipe brasileira, Paulo Peres. Segundo ele, o esporte passou por uma revolução desde que foi confirmado como modalidade dos Jogos. "As mudanças já começaram no Pan. Participar dos Jogos do Rio deu visibilidade ao esporte e hoje você vê as crianças alucinadas por treinarem ao lado dos atletas que estiveram lá. Essa inspiração é importante para o crescimento do bicicross no País e a Olimpíada pode dar um impulso ainda maior." Mas a equipe não vive só do sonho olímpico. Desde que a pendência sobre qual entidade comandaria o bicicross foi resolvida - a Confederação Brasileira de Ciclismo ganhou uma queda-de-braço política com a Confederação Brasileira de BMX no ano passado - começou o trabalho. "Trouxemos um fisiologista, Cláudio Pavanello, que trabalha no Palmeiras, e o preparador físico Paulo Romualdo, que já trabalhou em várias equipes de futebol e atletismo. Além disso, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) está nos providenciando um psicólogo", conta Perez. Mas as mudanças não são apenas em termos de estrutura. A Olimpíada mudou até a mentalidade dos atletas. "Hoje as coisas estão mais organizadas, mas não é só isso. Como a nossa participação em Pequim vai depender da posição do País no ranking mundial, os atletas estão aprendendo a trabalhar como equipe", conta Mauro Aquino. "Para nós mulheres então, o bicicross virar modalidade olímpica foi ainda mais importante, porque diminuiu aquele estigma de esporte para homens e mais mulheres estão se motivando a competir", complementa Ana Flávia Sgobin.

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