Wander Roberto/COB
Wander Roberto/COB

Atletas do Brasil para ficarmos de olho visando à Olimpíada de Tóquio

Após bons resultados e frustrações em Lima, Time Brasil tem desafios enormes na preparação para subir ao pódio em 2020

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

12 de agosto de 2019 | 04h30

Depois de brilhar nos Jogos Pan-Americanos em Lima, os atletas do Time Brasil já começam a pensar nos Jogos de Tóquio, em 2020. Claro que para muitos ainda existem mundiais pelo caminho, torneios importantes e até a classificação olímpica. Mas a preparação será totalmente focada em fazer um bom papel no Japão.

Os desafios são enormes. Existe a questão do fuso horário de 12 horas para o Brasil, então os atletas precisam chegar um bom tempo antes para fazer aclimatação, os hábitos alimentares lá são diferentes e o clima, com perspectiva de muito calor no período da Olimpíada, será um adversário complicado para todos os atletas.

“No Pan tive minha primeira prova de 10 km após a classificação no Mundial e foi uma prova totalmente atípica se levarmos em conta como será em Tóquio. Primeiro porque foi realizada em água fria, em uma lagoa, com traje de neoprene, e em Tóquio será água quente, mar, provavelmente sem traje desse tipo que usamos, então são provas distintas”, comentou Ana Marcela Cunha, que ganhou o ouro nos Jogos Pan-Americanos na maratona aquática.

Na Olimpíada do Rio, em 2016, Ana Marcela teve um problema durante a prova, acabou perdendo sua alimentação no trajeto e isso tirou suas chances de pódio. Mas depois emendou bons resultados nos dois últimos Mundiais e agora sabe que tem chances de pódio em Tóquio. “A gente chega com o favoritismo pela expectativa que a gente cria, pelos bons resultados, e não dá para fugir disso”, disse a nadadora.

Quem também ganhou o ouro no Pan e quer mais uma medalha olímpica para sua coleção é Mayra Aguiar, que terá uma missão complicada para subir ao pódio justamente no país em que sua modalidade é mais tradicional. “Poder lutar no meu país e depois poder ter a chance de lutar no japão que é meu esporte, vai ser especial, tem um gosto especial por ser lá. A medalha se constrói no caminho e amanhã já estarei trabalhando para poder montar essa medalha”, afirmou a judoca.

No Pan, alguns atletas que são cotados para subir ao pódio em Tóquio não conseguiram a medalha de ouro. Foi o caso de Henrique Avancini, do ciclismo mountain bike, que teve seu pneu furado na prova, perdeu muito tempo no conserto e acabou sendo prata. Quem também não obteve o ouro foi Arthur Zanetti, na ginástica artística, e Icaro Miguel, no tae kwon do. Ambos foram prata, mas vão dar trabalho para seus rivais nos Jogos de Tóquio, com chances reais de pódio.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.