Luis Garcia/Mediaguide
Luis Garcia/Mediaguide

Atletas do golfe iniciam corrida olímpica para Tóquio

Circuito profissional PGA Tour Latinoamerica vai somar pontos para o ranking olímpico em duas etapas no Brasil

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2018 | 07h00

O mês de julho marcou o início da corrida olímpica do golfe. A partir de agora, as competições profissionais valem pontos para o ranking olímpico, que vai definir os competidores dos Jogos de Tóquio-2020. Para os brasileiros, a disputa começa oficialmente no mês de setembro, quando o País vai receber duas etapas do PGA Tour Latinoamerica, o principal circuito profissional do continente. 

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Cada país pode ter até quatro competidores na Olimpíada: dois no masculino e dois no feminino. As regras de pontuação são parecidas com as do tênis, por exemplo: alguns torneios geram mais pontos que outros. Por isso, os atletas têm de montar uma estratégia e definir as competições prioritárias. 

Os torneios que fornecem mais pontos são o PGA Tour, disputado nos Estados Unidos, o Web.com Tour e, em seguida, os torneios divididos por regiões, como o PGA Tour da América Latina, por exemplo. 

Nos Jogos do Rio, quando voltou a ser disputado depois de ausência de 112 anos, o golfe não conseguiu atrair os principais atletas do ranking. Ao todo foram cinco desistências, entre elas, o australiano Jason Day, então líder do ranking mundial, e o irlandês Rory McIlroy, ganhador de quatro títulos de majors do golfe. Todos anunciaram a desistência por temor ao vírus zika e citaram a família como prioridade. O vírus está associado ao nascimento de crianças com problemas de má-formação congênita. 

O único brasileiro na disputa masculina foi Adilson da Silva, que terminou na 40ª colocação. Na disputa feminina, o Brasil foi representado por Victoria Lovelady e Miriam Nagl, que terminaram em 22º lugar. 

À época, especialistas afirmaram que a doença era apenas um pretexto para os jogadores que não desejavam disputar o torneio. A falta de premiações em dinheiro e o longo hiato nos Jogos seriam as razões verdadeiras da ausência. 

O brasileiro Rodrigo Lee, 27º no ranking da PGA Latinoamerica, afirma que o cenário mudou para Tóquio. “A Olimpíada é um evento que atrai os competidores. Seria uma honra poder representar o Brasil”, diz Lee. Euclides Gusi, presidente da Confederação Brasileira de Golfe, afirma que o tênis também teve dificuldades quando retornou aos Jogos em 1998. “As resistências são naturais no iníco. A adesão será maior”, prevê. 

É a primeira vez que o Brasil recebe duas etapas do circuito. O São Paulo Golf Club Championship será realizado entre os dias 10 e 16 de setembro no São Paulo Golf Club. Já o 65º JHSF Aberto do Brasil será entre 17 e 23 de setembro na Fazenda Boa Vista, em Porto Feliz. “Os eventos vão além da competição em si e representam uma grande oportunidade para criar pilares para o desenvolvimento do golfe no Brasil”, avalia Cristina Vanderbeck, diretora do PGA Tour Latinoamerica. 

A temporada começou em março com nove eventos em sete países na primeira metade da temporada: Guatemala, Mexico, Argentina, Costa Rica, República Dominicana, Jamaica e Equador. O americano Tyson Alexander é o número um da disputa. Os cinco melhores são classificados para a temporada 2019 do Web.com Tour.

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