Abelardo Mendes Jr/Rededoesporte.gov.br
Abelardo Mendes Jr/Rededoesporte.gov.br

Atletas do Time Brasil estão liberados para prestar continência no pódio durante o Pan

Delegação conta com dezenas de atletas-militares entre os 485 esportistas que foram para Lima

Paulo Favero, enviado especial a Lima, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2019 | 16h03

O sinal de continência no pódio dos Jogos Pan-Americanos, em Lima, está liberado para os atletas brasileiros que recebem recursos da Marinha, Exército ou Aeronáutica dentro do Programa de Alto Rendimento ligado ao Ministério da Defesa. O gesto gerou polêmica e chamou muita atenção no Pan de Toronto, em 2015, mas tornou-se comum desde então.

"Está liberado, não tem orientação nenhuma para os atletas quanto a isso. Aquilo teve um grande impacto na época porque foi uma surpresa, mas agora as pessoas estão acostumadas, isso não causa problema algum. É um cumprimento, um sinal de deferência do militar. Não é ato político, nada disso", explicou Marco Antônio La Porta, chefe de missão do Time Brasil em Lima.

A delegação do Time Brasil tem dezenas de atletas-militares entre seus 485 esportistas no Peru. Muitos recebem os recursos das Forças Armadas que auxiliam em suas preparações para as competições. Se chegam ao pódio, costumam prestar continência no momento que a bandeira do Brasil sobe no mastro. Ana Marcela Cunha, da maratona aquática, fez isso recentemente no Mundial de Esportes Aquáticos.

Nesta quarta-feira, alguns atletas participaram na zona internacional da Vila Panamericana da cerimônia de hasteamento da bandeira do Brasil. E muitos deles prestaram a continência para a bandeira nacional no evento, que é comum em competições olímpicas e costuma ser um momento de boas-vindas para as delegações dos países.

La Porta, que também é militar e vice-presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil), se mostra feliz com sua atuação como chefe de missão em Lima. "É um orgulho, uma responsabilidade muito grande. São 485 atletas, com 800 pessoas no total. A gente tem de estar sempre atento, ligado, vai dormir pouco, mas é uma realização ser chefe de missão para quem trabalha com o esporte olímpico. É uma realização profissional", disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.