Atletas estavam com nervos 'à flor da pele'

Ala Leandrinho afirmou que sua atuação foi comprometida por causa da ansiedade

LONDRES, O Estado de S.Paulo

30 de julho de 2012 | 03h09

Leandrinho foi a tradução do deslumbramento olímpico brasileiro, algo que o técnico Rubén Magnano espera ter deixado definitivamente para trás com o jogo de estreia em Londres. O ala, que quase comprometeu o resultado da partida contra a Austrália por decisões equivocadas, admitiu que sua atuação foi comprometida por causa da ansiedade.

"Eu dei umas vaciladas. Estava muito ansioso, nervoso mesmo. Era o primeiro jogo, né?", justificou. "O importante é que conseguimos a vitória. Mas pedi desculpas ao grupo e isso não vai acontecer mais."

O ala teve problemas para dormir assim que chegou na Vila dos Atletas. Disse até ter brigado com a mulher, a atriz Samara Felippo, por causa do nervosismo. "Acabei brigando com a patroa, descontando nela, o que não foi certo. Mas já descarreguei essa ansiedade. Acabou aqui."

Nenê Hilário, destaque defensivo da seleção brasileira, confessou que "os nervos estavam à flor da pele". Ele jogou 21 minutos, marcou oito pontos e apanhou sete rebotes, seis defensivos. O pivô, que não atuava em um campeonato pelo País desde o Pré-Olímpico de Las Vegas, em 2007, disse que teve de se segurar. "A emoção estava bombando. Antes do jogo, você tenta pensar na partida, se concentrar. Mas, no fim, começa a olhar a torcida, o tamanho do ginásio... É tudo muito grandioso." / A.R.

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