Atletas já protestam contra maiô

Medalha de prata ameaça boicotar o Mundial, enquanto nova recordista dos 100 m livre se diz contra tecnologia

PARIS, O Estadao de S.Paulo

26 de junho de 2009 | 00h00

A decisão da Federação Internacional de Natação (Fina) de não homologar alguns recordes mundiais obtidos com roupas de natação X-Glide, da Arena, causou revolta em alguns atletas de alto nível, que ameaçam boicotar o Mundial de Roma, em julho. Um deles é o francês Amaury Leveaux, medalha de prata no revezamento 4 x 100 livre e nos 50 metros livre na Olimpíada de Pequim."Faltaram com respeito ao meu patrocinador e eu não vou vestir outra coisa. Eu prefiro tirar férias, descansar e boa sorte para quem vencer", disse Leveaux, um dos atletas que pretendiam competir em Roma com uma roupa feita 100% de poliuretano. A Fina só aprovou o traje para o Mundial na Itália depois que a Arena modificou a composição do tecido, diminuindo a quantidade de poliuretano em 80%. "Se nada mudar é possível que eu diga: ?Não, não vou nadar?."RECORDE MUNDIALEm Berlim, a alemã Britta Steffen bateu o recorde mundial dos 100 metros livre com o tempo de 52s85. A marca anterior era da australiana Lisbeth Trickett, 52s88. "Realizei outro sonho da minha vida (foi campeã em Pequim nos 50 e 100 m livre)."A nadadora creditou parte do resultado ao maiô Adidas Techfit PowerWEB, mas é favorável à proibição dos trajes tecnológicos. "No ano que vem o que eu uso não será permitido, o que para mim está certo porque esta guerra de materiais está acabando com a natação."

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