Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão

Atletas olímpicos se organizam e preparam documento sobre a prisão de Nuzman

Comissão está se mobilizando para dar um posicionamento coletivo dos esportistas

Catharina Obeid, Paulo Favero e Ricardo Magatti, O Estado de S.Paulo

05 Outubro 2017 | 15h38

Após a prisão temporária de Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) e do Comitê Organizador Rio-2016, dezenas de atletas brasileiros começaram a se articular para escrever uma carta sobre o episódio. Eles também combinaram de evitar entrevistas sobre o assunto até que o documento seja divulgado.

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O Estadão procurou diversos atletas que preferiram não falar por enquanto. "Estou entrando na água para treinar", afirmou um velejador. Outro, do atletismo, foi direto: "Me tire fora dessa", argumentou. A carta coletiva também serve para não expor nenhum atleta individualmente, a fim de evitar possíveis retaliações de dirigentes.

Essa comissão de atletas está se mobilizando e, de acordo com Beatriz Futuro, eleita pelo COB a melhor atleta de rúgbi em 2016, quem ficou com a responsabilidade de redigir o pronunciamento foi o judoca Tiago Camilo. A previsão é que o documento seja divulgado ainda nesta quinta-feira.

Tiago Camilo não é o líder, apenas participante, desse grupo que tem diversos atletas, desde veteranos como o judoca campeão mundial em 2007 até jovens que buscam grandes resultados esportivos. A carta coletiva também serve para não expor nenhum atleta individualmente, a fim de evitar possíveis retaliações de dirigentes.

Na manhã dessa quinta-feira, a Polícia Federal cumpriu um pedido de prisão temporária do Carlos Arthur Nuzman. O dirigente é alvo da segunda fase da Operação Unfair Play, desdobramento da Lava Jato, sendo suspeito de envolvimento em um esquema para compra de votos de membros do Comitê Olímpico Internacional no processo de escolha da sede da Olimpíada de 2016.

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