Max Rossi/Reuters
Max Rossi/Reuters

Atletas pedem à federação russa que pague multa para poderem competir em Tóquio

Russos têm até 1.º de julho para pagar uma multa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 24,5 milhões)

Redação, Estadão Conteúdo

10 de junho de 2020 | 15h46

Maria Lasitskene, tricampeã mundial do salto em altura, e outros atletas russos pediram, nesta quarta-feira, à federação de atletismo de seu país para que pague a multa devida à World Athletics (Federação Internacional), para eles possam competir sob bandeira neutra nas próximas disputas da modalidade, entre elas os Jogos Olímpicos de Tóquio.

A Federação Russa de Atletismo tem até 1.º de julho para pagar uma multa de US$ 5 milhões (cerca de R$ 24,5 milhões) à qual foi condenada em março por não cumprir as regras antidoping. Sua cota de dez atletas russos autorizados a correr com uma bandeira neutra será suspensa se o pagamento da dívida não for feita dentro do prazo.

A porta-voz da World Athletics, Nicole Jeffery, disse na segunda-feira que a Rússia ainda não pagou a multa. "Pedimos aos líderes da federação que falem abertamente, dentro de um prazo razoável, sobre a realidade da capacidade dos atletas de participar da temporada internacional e um plano claro para sair da crise", escrevem nas redes sociais os atletas Maria Lasitskene, Sergey Shubenkov (campeão mundial dos 110 metros com barreiras em 2015) e Anzhelika Sidorova (medalha de prata no salto com vara no Mundial Indoor).

"Três semanas antes do prazo, parece que os atletas russos perderão novamente a próxima temporada internacional e também a Olimpíada de Tóquio", escreveram os atletas, explicando que "o não cumprimento das obrigações contratadas pela federação russa levará à exclusão definitiva de atletas do país na federação internacional".

A World Athletics congelou em novembro de 2019 o processo que permitia que os atletas participassem de competições fora de seu país, pois a Federação Russa foi acusada de ter ajudado, em 2017, Danil Lysenko, vice-campeão do mundo de salto em altura, a escapar de uma penalidade por não informar sua localização para exames de doping surpresa.

A federação também congelou o processo de reintegração do atletismo russo, suspenso desde novembro de 2015 por ter instituído um "sistema nacional de doping".

Em março, a World Athletics autorizou um máximo de dez atletas russos para participar com bandeira neutra nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

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