ATLÉTICO-MG 2 SÃO PAULO1 São Paulo acorda tarde e cai em BH ATUAÇÕES 5,5

Dominada pelo Atlético durante a maior parte da partida, equipe tricolor perde por 2 a 1 em sua estreia na fase de grupos da competição continental

FERNANDO FARO, RAPHAEL RAMOS, FERNANDO FARO, RAPHAEL RAMOS, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2013 | 02h04

6,5 |Rogério Ceni

Fez uma ótima defesa no início do jogo e outras intervenções pontuais. Não teve culpa nos gols.

4 |Paulo Miranda

Sofreu demais na marcação.

7 |(Aloísio)

Entrou para renovar o fôlego do ataque e fez sua parte com um gol.

6,5 |Lúcio

Fez desarmes importantes.

4,5 |Rhodolfo

Fazia uma boa partida até deixar Réver sozinho no segundo gol.

6 |Cortez

Bem na marcação, poderia ter atacado mais.

6 |Denílson

Teve muito trabalho na tentativa de proteger a defesa. Sozinho, não conseguiu fazer muita coisa.

4 |Wellington

Falhou na marcação, inclusive no lance do segundo gol.

6,5 |(Maicon)

Foi importante no apoio ao ataque.

4 |Jadson

Pouco pegou na bola.

5,5 |(Ganso)

Não conseguiu armar as jogadas. Perdeu boa chance no fim.

5,5 |Douglas

Só melhorou quando passou a jogar na sua posição, a lateral.

4,5 |Oswaldo

Inofensivo, levou pouco perigo.

6 |Luis Fabiano

Recebeu apenas uma bola em condições de marcar e viu Victor fazer a defesa. Deu o passe para o gol.

6 |Ney Franco

Ao menos foi corajoso nas substituições e colocou o time no ataque no segundo tempo.

7 |ATLÉTICO-MG

Bernard não deu sossego para a defesa do São Paulo e Ronaldinho foi preciso nas assistências.

Gols: Jô, aos 12 minutos do 1ºT; Réver, aos 27, e Aloísio, aos 37 do 2ºT.

Atlético-MG (4-4-2): Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Réver e Júnior César; Pierre, Leandro Donizete, Ronaldinho Gaúcho e Bernard (Richarlyson); Jô (Alecsandro) e Diego Tardelli (Luan).

Técnico: Cuca.

São Paulo (4-4-2): Rogério Ceni; Paulo Miranda (Aloísio), Lúcio, Rhodolfo e Cortez; Denílson, Wellington (Maicon), Jadson (Paulo Henrique Ganso) e Douglas; Oswaldo e Luis Fabiano.

Técnico: Ney Franco.

Juiz: Marcelo de Lima Henrique (RJ).

Cartões amarelos: Paulo Miranda, Jadson, Luan e Lúcio.

Renda: R$ 961.230,00.

Público: 18.167 pagantes.

Local: Independência, Belo Horizonte.

Foram necessários 45 minutos para o São Paulo entrar para valer em campo. Após assistir ao Atlético-MG mandar no primeiro tempo, o time não teve forças para reagir e acabou derrotado por 2 a 1 na sua estreia na fase de grupos da Libertadores.

Antes de a bola rolar, a principal aposta de Ney Franco era que o adversário teria problemas físicos por ter feito apenas dois jogos no ano e, assim, não aguentaria imprimir um ritmo forte durante 90 minutos. Teve razão só em parte, já que na primeira metade do duelo os 11 são-paulinos em campo limitaram-se a assistir a uma exibição primorosa do Atlético, que só não construiu um placar maior do que 1 a 0 graças a Rogério Ceni.

A falha coletiva grotesca no lance do gol simboliza o que foi o São Paulo no primeiro tempo. Do veteraníssimo Rogério, que ficou batendo papo com Ronaldinho Gaúcho antes do lateral cobrado por Marcos Rocha e não alertou a zaga, aos defensores, ninguém se deu conta da presença na área do meia, que recebeu tranquilamente e rolou para Jô marcar após dividida com Lúcio.

Um gol com toques de amadorismo, que uma equipe que deseja ser campeã da América não pode sofrer de forma alguma.

A verdade é que o Tricolor ainda não se encontrou na temporada e não consegue repetir o futebol consistente do segundo semestre do ano passado. Justificar os altos e baixos apenas com a carência técnica causada pela saída de Lucas seria esconder o rendimento abaixo das expectativas de jogadores como Wellington, Denilson, Cortez e Paulo Miranda, que ontem foram liquidados por Ronaldinho e Bernard. Ney Franco também tem sua parcela de culpa por ter insistido em experiências com a equipe quando o mais óbvio seria manter o padrão tático de 2012 pelo menos nos primeiros jogos. O time cresceu na partida só quando os mineiros acusaram o cansaço.

Superação. Nesse momento, entraram outros ingredientes na receita do Atlético: o craque e o coração. Quando o time parecia muito próximo de sofrer o empate, Ronaldinho fez ótima jogada pela direita e colocou na cabeça de Réver, que deu uma aula de impulsão a Rhodolfo e jogou a pá de cal nas expectativas são-paulinas. Ganso, que àquela altura já estava em campo, mais uma vez andou em campo e viu o consagrado Ronaldinho deitar e rolar. Deveria usá-lo como modelo para ver se acorda de vez.

Aloísio ainda colocou fogo na partida ao descontar aos 37, mas o Tricolor acabou amargando sua segunda derrota na competição - perdeu para o Bolívar por 4 a 3, ainda na fase eliminatória.

O São Paulo terá agora dois jogos seguidos em casa para tentar compensar o tropeço na estreia, e sabe que não poderá desperdiçar pontos no Morumbi para não ver a classificação ameaçada. Será preciso mostrar mais do que mostrou no Independência. Talento, tradição e tempo para isso há de sobra, mas o time precisa se reencontrar rapidamente porque a Libertadores não permite muitos vacilos e a margem para erros está menor.

SÃO PAULO

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