Atlético só empata e morre na praia

Sensação do primeiro turno, time mineiro cai no segundo e deixa título escapar. O Figueirense está rebaixado

O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2012 | 02h03

Em um jogo de arbitragem confusa e polêmica, ontem à tarde, no Estádio São Januário, o Atlético-MG não conseguiu superar o Vasco (1 a 1) e acabou deixando escapar o título para o Fluminense, que derrotou o Palmeiras por 3 a 2. Se o Atlético vencesse, manteria o suspense. O Vasco reclamou muito do árbitro Elmo Resende. Primeiro, por anular gol de Wendel em um chute de longe. Aparentemente, não houve irregularidade no lance. O árbitro teria alegado que Wendel gritou "deixa" na hora de finalizar. Mas esse grito pode ter sido para o companheiro de time Felipe.

A fúria vascaína aumentou em seguida, quando Douglas se chocou com Escudero dentro da área do Vasco. Pênalti duvidoso, mas que Elmo não hesitou em marcar. Na cobrança, Ronaldinho Gaúcho fez 1 a 0. Os atleticanos também reclamaram do árbitro na jogada, pois queriam a expulsão de Douglas. O zagueiro do Vasco foi punido com a sua exclusão só no segundo tempo.

Com o placar de 1 a 0, o Atlético torcia por um tropeço do Flu contra o Palmeiras para continuar sonhando com o título. Mas uma entrada desnecessária e desleal de Serginho em Juninho mudou o panorama da partida. O volante foi expulso e o Atlético acusou o golpe.

Na segunda etapa o domínio do Vasco era evidente, embora o Atlético criasse algumas chances nos contra-ataques. Alecsandro marcou o gol de empate após passe de Felipe, aos 11 minutos. O nervosismo ficou mais evidente nos visitantes e o Vasco esteve próximo de virar em pelo menos três oportunidades. No último minuto, porém, Réver, de cabeça, obrigou Fernando Prass a fazer uma grande defesa.

Luta contra o descenso. No Estádio Independência, Cruzeiro e Bahia disputaram um jogo dramático, já que ambos precisavam da vitória na luta contra o rebaixamento. O Bahia saiu na frente depois de uma cobrança de escanteio: Fahel marcou. Na segunda etapa, o Cruzeiro virou o jogo com dois gols de Martinuccio. O segundo foi um golaço, de sem pulo. E no final William Magrão fechou o placar: 3 a 1 para o Cruzeiro, que se livrou.

No Estádio Orlando Scarpelli, o Figueirense começou bem, mas foi surpreendido pelo gol de Gilberto. Na segunda etapa, Júlio César empatou para o time casa, mas não adiantou: o Figueirense está rebaixado.

No Recife, com um gol de pênalti marcado por Renato no segundo tempo, o Flamengo venceu o Náutico por 1 a 0 e se livrou do rebaixamento.

Já no Moisés Lucarelli, em Campinas, a Ponte Preta também disputou um jogo decisivo contra o Internacional. O time da casa saiu na frente com gol de Roger, de cabeça, aos 25 minutos, e manteve o 1 a 0 até o fim.

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