Atletismo coleciona pratas e Brasil depende de caratê para ganhar ouro no Pan

Apenas seis modalidades distribuíram medalhas de ouro nesta quinta-feira nos Jogos Pan-Americanos e três delas não eram olímpicas. A expectativa é que o atletismo levasse o País ao alto do pódio após uma quarta-feira sombria em Toronto, mas mais uma vez os planos foram frustrados. Fabiana Murer, principal esperança de ouro, terminou com a prata no salto com vara. Também Ronald Julião ficou em segundo, no disco. Luiz Alberto de Araújo levou o bronze no decatlo.

DEMÉTRIO VECCHIOLI, Estadão Conteúdo

24 de julho de 2015 | 00h33

A outra oportunidade de ganhar um ouro "olímpico" era na prova de saltos por equipes no hipismo, mas o Brasil decepcionou. Ficou fora do pódio pela primeira vez em 24 anos, em quarto. Perdeu até da Argentina. Os rivais também foram responsáveis por uma dolorosa eliminação nas quartas de final do sabre por equipes no masculino. Mas essa medalha não estava na conta.

Assim, restou ao caratê salvar o Brasil. A modalidade, que não é olímpica, garantiu o ouro com o bicampeão mundial Douglas Brose e com a agora três vezes medalhista pan-americana Valeria Kumizaki. Aline Souza levou o bronze e garantiu um desempenho de 100% de pódios no primeiro dia de disputas da modalidade. Outros cinco brasileiros lutam até sábado.

O boxe, enquanto isso, se confirmou um problema. Rafael Lima perdeu na semifinal e ficou com o bronze, o segundo do Brasil no Pan. Enquanto isso, Cuba também confirmou o prognóstico, mas positivo: foi a todas as 10 finais masculinas e pode, entre sexta-feira e sábado, ganhar 10 medalhas de ouro.

Os cubanos, aliás, só tiveram dois motivos para sorrir nesta quinta-feira. Uma foi o boxe. A outra, a prova de salto com vara feminina, em que Yarisley Silva venceu o duelo contra Fabiana Murer. De forma absolutamente inesperada, Cuba tem duas módicas medalhas no atletismo do Pan: uma de ouro e uma de prata. Nada para quem foi ao pódio 33 vezes no Pan de Guadalajara, com 18 de ouro.

O Brasil também vai sentindo os efeitos do fortalecimento da delegações de Estados Unidos e Canadá na comparação com as últimas edições do Pan. Em casa, os canadenses, que só ganharam quatro medalhas no atletismo em Guadalajara, já somam 15 conquistas, sendo oito de ouro. A delegação brasileira deve ficar longe de repetir as 23 medalhas do 2007 e de 2011, mas já tem 10 medalhas. O problema é que só uma é de ouro.

BRIGA NO QUADRO - Na disputa pelo terceiro lugar do quadro por ouro, o Brasil tem oito douradas de folga sobre Cuba. Pensando no número total de medalhas, ninguém tira o terceiro lugar da delegação brasileira, que já soma 121 pódios. Mas a briga pelo quarto lugar está acirradíssima. O México assumiu a ponta, com 79 medalhas, seguido de Cuba (76), Colômbia (67) e Argentina (63).

DE NOVO? - Duas brasileiras que conquistaram bons resultados no atletismo do Pan voltam a competir nesta sexta-feira. Juliana Gomes dos Santos, ouro nos 5.000 metros, participa dos 3.000 metros com obstáculos. Já Keila Costa, prata no salto triplo, agora compete no salto em distância como forte candidata à medalha.

No disco, Andressa de Morais e Fernanda Martins já têm índice olímpico e agora buscam uma medalha no Pan, que dificilmente será de ouro. Afinal, a líder do ranking mundial, a cubana Denia Caballero, está entre as inscritas.

A maior expectativa, entretanto, está sobre outro cubano: Pedro Pablo Pichardo. O garoto de 22 anos é o grande nome da temporada do atletismo e já fez duas das quatro melhores marcas de todos os tempos no salto triplo.

O Brasil ainda disputa medalhas nas competições por equipes da espada na esgrima (com poucas chances de medalha) e faz a final do handebol feminino, sendo favoritíssimo ao ouro contra a Argentina. Vôlei e basquete masculino e softbol (feminino) disputam semifinais. No tênis de mesa, seis brasileiros jogam para chegar às semifinais.

Confira como está o quadro de medalhas:

1.º - Estados Unidos - 83 de ouro, 69 de prata e 72 de bronze (224 no total)

2.º - Canadá - 69 de ouro, 62 de prata e 56 de bronze (187 no total)

3.º - Brasil - 34 de ouro, 34 de prata e 53 de bronze (121 no total)

4.º - Cuba - 26 de ouro, 20 de prata e 30 de bronze (76 no total)

5.º - Colômbia - 26 de ouro, 11 de prata e 30 de bronze (67 no total)

6.º - México - 16 de ouro, 26 de prata e 37 de bronze (79 no total)

7.º - Argentina - 11 de ouro, 23 de prata e 29 de bronze (63 no total)

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