Atletismo dos EUA tenta acertar 4x100m para Londres

O país que historicamente conquista mais medalhas nas provas olímpicas do atletismo tem passado por longo sofrimento em uma das mais empolgantes disputas da modalidade: o revezamento 4x100 metros. Para tentar fazer frente aos jamaicanos na Olimpíada de Londres, os Estados Unidos utilizaram a última competição antes do evento, a etapa de Mônaco da Diamond League, realizada nesta sexta-feira, para treinar. Na pista do Stade Louis II, colheram uma grande vitória e outro fracasso.

AMANDA ROMANELLI, Agência Estado

20 de julho de 2012 | 16h39

Nos últimos anos, os Estados Unidos só conseguiram vencer o 4x100 metros com o time feminino no Mundial de Atletismo de Daegu, em 2011. Nas outras grandes competições (Mundial de Berlim, em 2009, e Olimpíada de Pequim, em 2008), sempre foram desclassificados, por problemas na troca de bastão ou por ultrapassarem a zona de passagem.

De maneira a mostrar que estão realmente empenhados em fazer bonito na capital inglesa, os norte-americanos colocaram duas equipes de revezamento em cada prova na etapa de Mônaco. E os homens foram muito bem. Os Estados Unidos ficaram com as duas primeiras posições, sendo que o time A, que vai disputar os Jogos Olímpicos, fez o melhor tempo do ano: Trell Kimmons, Justin Gatlin, Tyson Gay e Ryan Bailey venceram com a marca de 37s61.

"Eu e o Trell competimos em muitas provas de revezamento no ano passado e trabalhamos juntos antes. Temos uma grande química e a troca de bastão foi ótima", disse Justin Gatlin, que volta a uma Olimpíada após suspensão de quatro anos por doping. "Não foi uma corrida perfeita", afirmou Tyson Gay, o principal velocista norte-americano. "Mas foi o suficiente. Estou orgulhoso desse time. Conseguimos o melhor tempo do ano."

Entre as mulheres, veio a decepção para os Estados Unidos. O time A norte-americano, com Tianna Madison, Allyson Felix, Jeneba Tarmoh e Carmelita Jeter, errou a passagem de bastão e foi desclassificado. "Foi um problema de comunicação entre nós", explicou Jeneba. "Estávamos nas marcas corretas, mas eu não consegui entregar o bastão para a Carmelita. É apenas a segunda vez que fazemos isso (a troca de bastão). Mas acho que não teremos problema na Olimpíada. Continuaremos com as mesmas garotas."

Técnico da equipe feminina, Jon Drummond afirmou que as quatro atletas só conseguiram treinar juntas por três dias antes de competirem. "Se isso vai mudar alguma coisa para a Olimpíada? Eu não sei. Apesar do que aconteceu, elas foram bem e estou orgulhoso do que fizeram essa noite", avaliou.

Para compensar o erro da equipe principal dos Estados Unidos, o time B conseguiu vencer aprova feminina do 4x100 metros com o tempo de 42s24.

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