Atraso de salários atrapalha Vasco no início da temporada

Com problemas de caixa, Time vai muito bem no Estadual, mas se compromete na estreia na Libertadores

RIO , O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2012 | 03h04

Nem mesmo a ótima campanha no Campeonato Carioca, no qual obteve classificação antecipada para as semifinais como líder disparado do Grupo B, livrou o Vasco de graves problemas internos neste início de ano. Os salários atrasados não se refletiram no desempenho no Estadual, mas atrapalhou o time na estreia na Libertadores, quando foi derrotado em São Januário pelo Nacional (URU).

O clube conseguiu recursos para pagar os meses devidos até dezembro e alguns meses de direitos de imagem, e solucionou também, na última sexta-feira, as pendências com o meia Bernardo, que o levaram a entrar na Justiça pedindo o fim de seu contrato. Mas o mês de janeiro vence amanhã (um acordo com os jogadores estabelece o dia 20 como data para pagamento) e novos problemas se anunciam.

Os dirigentes vascaínos temem que mais atrasos culminem com novos protestos dos jogadores como a recusa em se concentrar, o que poderia se refletir nos jogos eliminatórios da Taça Guanabara e, principalmente, no jogo contra o Alianza Lima (PER), no próximo dia 6, em São Januário, pela Libertadores.

Boicote dos atletas. Contra o Nacional (URU), os jogadores não se concentraram na véspera e foram derrotados por 2 a 1. Uma segunda derrota em casa pela Libertadores comprometeria seriamente a classificação para as oitavas de final da competição e os cartolas não querem dar argumentos para que os atletas voltem a adotar o boicote.

O que prejudica o planejamento cruzmaltino foi a perda de patrocinadores no fim do ano passado e a recorrente dificuldade em liberar a verba da Eletrobras. A empresa paga R$ 15 milhões anuais ao clube, mas o Vasco conseguiu apenas R$ 4,5 milhões desse valor para quitar os débitos.

No ano passado, o problema já existia, mas o então diretor executivo de futebol, Rodrigo Caetano, que hoje está no Fluminense, conseguiu manobrar os jogadores, que se mobilizaram e conquistaram o título da Copa do Brasil e foram vice-campeões do Campeonato Brasileiro. O novo executivo, Daniel Freitas, parece não ter a mesma influência sobre o grupo.

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