Atraso em obras preocupa os organizadores

Parte da Vila Olímpica e algumas instalações ainda não estão concluídas a cem dias da competição que vai reunir 90 países

BRUNO LOUSADA, O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2011 | 00h00

A cem dias dos Jogos Mundiais Militares no Rio, os organizadores do evento demonstraram ansiedade e preocupação com a preparação do evento, prestes a reunir 6 mil atletas de cerca de 90 países entre os dias 16 e 24 de julho. Há o receio de que parte da vila dos atletas e algumas instalações esportivas não estejam prontas a tempo. O caso mais crítico é o do Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, na zona oeste da cidade, cotado para receber as disputas de futebol feminino e judô.

Usado nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, o Miécimo, administrado pela Prefeitura do Rio, sofre com a falta de manutenção. O centro esportivo possui problemas hidráulicos e na parte elétrica. Além disso, o campo de futebol está com o gramado e os vestiários em más condições.

Em dez dias, a prefeitura vai anunciar se o local terá condições de participar dos Jogos, pois é necessário fazer licitação para que os trabalhos de recuperação tenham início.

"Precisamos do apoio da prefeitura para agilizar as obras no Miécimo", disse o coordenador geral do Comitê de Planejamento Operacional dos Jogos, general Jamil Megid Junior, em coletiva realizada em Deodoro, na Vila Militar, na zona oeste.

Segundo o secretário municipal da Copa 2014 e Olimpíada 2016, Ruy Cezar, a reforma do centro esportivo custaria R$ 4 milhões aos cofres públicos - R$ 2 milhões da prefeitura e mais R$ 2 milhões do governo federal. O orçamento para realizar os Jogos Militares é de R$ 1,4 bilhão.

"Instalaríamos ar-condicionado no ginásio, mexeríamos em todo o sistema elétrico e reformularíamos os vestiários do campo de futebol", comentou o secretário, convicto de que "dá tempo" de finalizar a obra em menos de quatro meses.

Embora exista a possibilidade de contar com o Miécimo, o general Megid Junior admitiu ter um plano B: realizar as disputas de futebol feminino e judô no Complexo Esportivo de Deodoro. Ele também revelou outra dor de cabeça: a construção da vila dos atletas, com mais de mil apartamentos, está atrasada.

"A mão de obra escassa e o período de chuva prejudicaram o trabalho: 9,5% da vila encontram-se em atraso. Há alternativas se a vila não estiver 100%", afirmou o militar, sem entrar em detalhes.

Com 20 modalidades esportivas, entre elas 15 olímpicas, os Jogos Militares, chamados de Jogos da Paz, vão contar com atletas militares brasileiros de alto rendimento, como Vicente Lenílson, Poliana Okimoto, Flávio Canto, Keila Costa, Tiago Camilo e Kaio Márcio.

A cerimônia de abertura e encerramento será no Engenhão, estádio do Botafogo. O Parque Aquático Maria Lenk e o Maracanãzinho também vão receber competições.

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