ATUAÇÕES 7 São Paulo se revigora diante da Portuguesa

Com boas atuações de Luis Fabiano e Lucas, Tricolor derrota a Lusa e continua na briga por uma vaga no G-4

PAULO GALDIERI, FÁBIO HECICO, PAULO GALDIERI, FÁBIO HECICO, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2012 | 03h02

6|Rogério Ceni

Sem culpa no gol, trabalhou pouco graças ao fraco desempenho ofensivo dos oponentes.

6,5 |Wellington

Volante de origem, quebrou bem o galho na lateral, com bons avanços e firmeza na marcação.

4|Rafael Toloi

Errou no gol da Lusa, ao perder o tempo da bola e deixá-la cair nos pés de Bruno Mineiro, e ainda foi envolvido em outros lances.

6 |Rhodolfo

Firme, ganhou todos os lances.

5,5 |Cortez

Muito tímido nos avanços, apesar de sempre levar perigo quando vai à frente, como no lance do gol.

6 |Denílson

Limitou-se à marcação. E desta vez sem exagero nas entradas mais firmes, foi muito bem.

5 |Maicon

Bom início, com tabelas, cruzamentos e finalizações. Depois, murchou e desapareceu.

Sem nota |(Cícero)

Entrou no fim.

7 |Jadson

O cérebro do time no meio. Habilidoso, cansou de dar belos passes para os atacantes.

Sem nota |(Paulo Assunção)

Quase não pegou na bola.

8 |Lucas

Vai fazer muita falta quando deixar o clube de vez. O melhor do jogo, com arrancadas, dribles desconcertantes e participação direta em dois gols. Deu outro show.

7,5 |Osvaldo

Fez um gol, participou de outro e deu muito trabalho. Até cansar.

6 |(Casemiro)

Entrou para cadenciar o jogo no meio e foi bem no seu papel.

5,5 |Luis Fabiano

Fez o gol que deu alívio na partida, mas perdeu três chances claras.

6 |Ney Franco

Armou bem o time, ofensivo. Sua blitze nos minutos iniciais das etapas deu certo com gols antes dos 15 minutos em ambas.

5 |PORTUGUESA

Não tem criatividade no meio e sua defesa deu muito espaço para os atacantes. Depende muito dos gols de Bruno Mineiro.

O São Paulo que ontem derrotou a Portuguesa por 3 a 1, no Morumbi, foi uma espécie de resumo do time ao longo da temporada: uma equipe que em seus melhores momentos tem um ataque que consegue tocar a bola de pé em pé e envolver o rival, mas que não pode confiar na sua defesa.

Para a sorte do Tricolor, que ainda tenta se manter no Brasileiro na briga por uma vaga na Libertadores de 2013, a produção do ataque superou as falhas da defesa. E com sobras.

Lucas, em noite endiabrada, Jadson, preciso nos passes e Luis Fabiano, artilheiro como sempre, comandaram a vitória tricolor, só mesmo ameaçada pela instabilidade da zaga. Mas Lucas, mesmo entre as atuações destacadas dos outros dois companheiros, se sobressaiu.

Os dribles seguidos, os passes, a assistência e as finalizações perigosas dele contra a Portuguesa preencheram tudo o que se espera de um jogador cujo valor de mercado atingiu incríveis R$ 108 milhões. Mas o brilho de Lucas parece ter contagiado o time.

O São Paulo começou o jogo arrasador, numa velocidade que envolvia a Portuguesa. Lucas, Luis Fabiano, Jadson e até Osvaldo costuravam entre a defesa da adversária com facilidade.

Não à toa o gol são-paulino saiu aos 5 minutos, quando Dida já havia feito grande defesa anteriormente. A jogada de Lucas, driblando quatro jogadores da Lusa no início do lance que culminou na conclusão de Osvaldo para a rede, mostrou o quanto ele estava querendo jogo.

Depois do placar aberto, o São Paulo se manteve envolvente por mais alguns minutos, mas a Portuguesa conseguiu se recompor e até equilibrar o jogo.

O empate parecia que só viria por acaso. E o acaso atende pelo nome de Rafael Toloi. Numa falha grotesca ao tentar cabecear a bola, o zagueiro tricolor colocou Bruno Mineiro cara a cara com Rogério Ceni para fazer o gol da Lusa. Toloi assumiu a culpa.

O segundo tempo veio e, com ele, a volta do ritmo forte do ataque são-paulino. O time parecia disposto a responder às vaias que recebeu no intervalo.

E foi com a mesma velocidade que o time chegou ao segundo gol. Num contra-ataque iniciado por Jadson e puxado por Osvaldo, a jogada só acabou quando a bola já estava dentro da meta da Portuguesa, depois do toque final de Bruno Cortez.

Mas ainda faltava alguma coisa. E era o gol de Luis Fabiano, que não tardou a sair para coroar uma noite em que a bola agradeceu aos bons tratos.

SÃO PAULO

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