Aumenta pressão por luta com Mayweather

Empresário condiciona evento a retratação de adversário, que no ano passado acusou Pacman de usar anabolizantes

Wilson Baldini Jr., O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2011 | 00h00

O empresário Bob Arum deu um ultimato a Floyd Mayweather, caso o americano queira ser o próximo adversário do filipino Manny Pacquiao, em novembro. "Esta luta só vai ser realizada se Floyd Mayweather pedir desculpas publicamente ao futuro presidente das Filipinas", disse o lendário promotor de boxe na entrevista coletiva após a luta da madrugada de sábado, no MGM Hotel, em Las Vegas.

Arum está processando Mayweather e a Golden Boy Promotions, empresa de Oscar De La Hoya, por calúnia e difamação. Mayweather acusou Pacquiao no ano passado de usar anabolizantes. A polêmica acabou impedindo a realização do combate mais esperado da atualidade, que poderá render a cada um dos boxeadores US$ 50 milhões de bolsa. "Sinceramente, não faço questão desta luta. Mas todas as pessoas me pedem para enfrentar Mayweather. Aceito lutar por causa dos fãs", disse o filipino.

Shane Mosley, que perdeu para ambos os lutadores, fez uma análise do que pode acontecer no futuro. "Será um duelo difícil para os dois. Pacquiao é muito forte no ataque. Possui uma sequência muito grande de golpes. Já Mayweather é incrível na defesa e na esquiva. Espero que a luta aconteça, pois será sensacional. Não sei quem poderá vencer."

Irritado, Bob Arum preferiu enumerar os rivais que podem encarar Pacquiao daqui a seis meses. "Segunda-feira (hoje) vamos iniciar as negociações. Victor Ortiz, Zab Judah, Amir Khan, Timothy Bradley, Juan Manuel Marquez são opções muito boas."

Arum descartou apenas o argentino peso médio Sergio Martinez, apontado como o melhor boxeador de 2010 pela revista The Ring. "Seria sensacional Manny disputar o 9.º título mundial em categorias diferentes. Mas também seria uma loucura. Martinez é muito grande para ele." Segundo Arum, Pacquiao só luta em três Estados dos EUA: Nevada, Texas e Flórida. "São os únicos onde as taxas são menores que nas Filipinas."

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