Ausência na lista de Mano abate Neymar

Companheiros de Santos revelam que atacante ficou mais quieto ontem ao ver que não foi lembrado

Sanches Filho ESPECIAL PARA O ESTADO / SANTOS, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

Neymar sentiu ontem a dimensão do estrago que fez ao ofender com palavrões o ex-técnico do Santos, Dorival Júnior, e companheiros de time no jogo contra o Atlético-GO. O atacante ficou abatido por não ter sido convocado por Mano Menezes.

A informação veio do goleiro Rafael. "É natural Neymar estar quieto por causa da seleção. Ele fez o que todo o mundo esperava dele no clássico. Foi para cima dos marcadores, jogou bem, sofreu falta, levantou e não reclamou. A vida é um aprendizado e ele tem percebido isso nos últimos dias. Neymar é um grande amigo meu por isso sempre vou defendê-lo, mas se tiver de criticar, vou criticar", disse.

Rafael nega que Neymar seja o responsável por um suposto racha do grupo. "Muitos dizem que há um racha entre os mais novos e mais velhos, mas só quem está lá dentro sabe o que se passa. O grupo vive um bom ambiente", assegurou.

Como atuou durante os 90 minutos do clássico, Neymar foi dispensado das atividades no campo. Com cara de sono, ele só saiu do CT para ouvir a preleção do técnico interino Marcelo Martelotte no gramado. Em seguida, retornou à academia.

Armênio Neto, gerente de marketing do Santos, promete anunciar em breve os primeiros dos quatro contratos de publicidade que fazem parte do projeto para transformar o garoto no novo mito e no segundo maior salário do Brasil, atrás de Ronaldo. Pelo departamento de futebol, Neymar recebe R$ 150 mil, o teto do clube, e mais R$ 300 mil referentes a ações de marketing com a exploração de imagem. "Não houve prejuízo à imagem pelos últimos acontecimentos envolvendo o jogador Neymar em campo", afirma Neto.

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