Australiana bate recorde mundial dos 100m livre, mas chega em último

Se bateu o recorde mundial, chegou em primeiro. A máxima parece óbvia, mas não necessariamente é verdade sempre. Neste sábado, não foi. Cate Campbell se tornou a nova recordista mundial dos 100m livre em piscina curta, de 25 metros, mas foi última colocada na prova que lhe valeu o recorde, no Campeonato Australiano.

Estadão Conteúdo

28 Novembro 2015 | 10h58

Bronze nos 100m livre no Mundial de Kazan (Rússia), este ano, a mais velha das irmãs Campbell resolveu tentar o recorde durante a final dos 200m livre no Campeonato Australiano, após falhar na tentativa na final dos 100m, na quinta.

Neste sábado, bateu os 100m metros na frente, em 50s91, e depois soltou para completar a prova sem maiores pretensões, levando um minuto e meio para fazer os outros 100 metros. As rivais tiveram que ficar esperando por ela para poderem deixar a piscina.

Nos outros estilos, é tecnicamente impossível bater um recorde de uma distância mais curta sem ser desclassificado, porque há especificações sobre a virada. No nado livre, como o nome já diz, entretanto, não há obrigatoriedades senão bater na extremidade da piscina a cada 25 metros.

"Foi bastante único bater o recorde mundial e terminar em último lugar", admitiu Campbell, na piscina olímpica de Sydney. "Não muitas pessoas podem dizer que fizeram isso, mas eu sempre fui pioneira, então vou levar isso comigo", disse.

O antigo recorde também era de uma australiana, Libby Trickett, que completou a distância em 51s01 em 2009. Assim, Campbell é a primeira mulher a quebrar a barreira dos 50s na história dos 100m livre em piscina curta, baixando em 0s10 a antiga melhor marca. A irmã dela, de apenas 21 anos, venceu os 50m e os 100m em Kazan.

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