Azevedo tira satisfações com CBH

O cavaleiro Luiz Felipe de Azevedo veio nesta sexta-feira a São Paulo para dizer que a Confederação Brasileira de Hipismo (CBH) é a responsável pela polêmica que envolve a participação do Brasil no Concurso de Aachen, na Alemanha, de terça-feira à domingo. "Ninguém que compete em uma equipe tem condições de vetar alguém. Na minha opinião, a CBH cedeu às pressões", frisou Luiz Felipe de Azevedo - sua inscrição e do filho Felipinho foram ´vetadas´, indiretamente, por Rodrigo Pessoa.Felipinho insistiu na necessidade de a CBH fixar critérios claros para a convocação de equipes para as competições internacionais. A assembléia do Tribunal de Justiça Desportiva que vai discutir os pedidos de esclarecimento dos dois Felipes, pai e filho, sobre o caso, está marcada, em princípio, para o dia 28.O cavaleiro afirmou ignorar os motivos que teriam levado Rodrigo a dizer que não competiria ao seu lado em Aachen. "Nunca tive uma desavença pessoal com o Rodrigo. Minha mulher, inclusive, chegou a trocar fraudas dele. Ele aprendeu a jogar botão com o meu filho e, por coincidência, em Aachen. O Neco (Nélson Pessoa) sempre foi o ídolo de todos nós."Felipinho veio à São Paulo, acompanhado do advogado Silvio Guerra, e da mulher Isabel, trazendo uma pasta com todo tipo de documentos - dos pedidos de esclarecimentos encaminhados ao TJD, passando pela ação ajuizada, no Rio, pedindo a retratação do Rodrigo por tê-lo chamado de transtornado e imbecil na impresa até o currículo do filho.Preferiu não atribuir a sua ausência, em Aachen, às críticas que fez contra a participação da norte-americana Keri Porter, futura mulher de Rodrigo, na equipe brasileira antes de concluído o processo de naturalização. Disse que foi a associação dos cavaleiros, através de Pedro Paulo Lacerda, quem fez a denúncia.Observando que é "brasileiro nato" (o que pode ser interpretado como uma ironia fina ao fato de Rodrigo ter nascido em Paris) e que o País é democrático e livre afirmou que expressará sempre suas opiniões e tem o direito de receber explicações sobre o porquê não foi inscrito. Quer da CBH "isenção" e que os critérios para a escolha das equipes para as competições sejam definidos e comunicados, com antecedência, aos cavaleiros.O presidente da CBH, Camillo Aschar, disse que não cedeu às pressões e insistiu que os critérios de convocação da equipe foram técnicos. "Quem quer saltar 1,60 m tem de ter saltado essa altura", observou. Camillo disse que serão fixados critérios para o Mundial de Jerez de La Fronteira, em 2002, bem como indicadas as provas que valerão como seletivas.

Agencia Estado,

08 de junho de 2001 | 19h24

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