Bach promete unidade e diversidade no comando do COI

Eleito presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) nesta terça-feira, o alemão Thomas Bach prometeu em seu primeiro pronunciamento oficial que a sua gestão será baseada na humildade e "na unidade e diversidade", o lema da sua vitoriosa campanha, consagrada na 125ª Sessão do COI, realizada em Buenos Aires.

AE-AP, Agência Estado

10 de setembro de 2013 | 16h17

Na eleição, Bach confirmou o seu favoritismo e venceu a disputa logo na segunda rodada de votação, quando recebeu o apoio de 49 membros do COI, superando o porto-riquenho Richard Carrion, que teve 29 votos, o cingapuriano Ng Ser Miang, com seis, o suíço Denis Oswald, com cinco, e o ucraniano Sergei Bubka, com quatro - o taiwanês C.K. Wu foi eliminado logo na primeira votação.

"Quero ser um presidente para todos vocês. Isto quer dizer que farei meu melhor esforço para equilibrar assim os diferentes interesses das partes interessadas no movimento olímpico", disse Bach, que em outros discursos públicos anteriores defendeu a realização de uma edição da Olimpíada na África, o que nunca aconteceu.

Bach, de 59 anos, conquistou uma medalha de ouro na esgrima na Olimpíada de 1976, em Montreal, e chega ao comando do COI após longa experiência na entidade, em que era um dos vice-presidentes de Jacques Rogge desde 2006. "Espero poder contar com seus conselhos", disse a Rogge. "Você está deixando um grande legado e uma forte base sobre a qual todos juntos podemos seguir construindo o futuro do COI".

No seu mandato, Bach terá que lidar com os atrasos da organização da Olimpíada de 2016, no Rio, mas, em um primeiro momento, tentou encarar a situação com otimismo. "Vamos trabalhar em estreita colaboração com as autoridades brasileiras e o comitê organizador para fazer do Rio um sucesso. E eu já estou ansioso para ver os Jogos emocionantes e bem-sucedidos no Rio", disse.

Mas o primeiro desafio do nono presidente do COI será lidar com a organização da Olimpíada de Inverno de Sochi, marcada para fevereiro de 2014, e lidar com a repercussão negativa da legislação antigay da Rússia. "O primeiro desafio será o de celebrar, mas também temos que organizar os Jogos de Inverno de Sochi. Temos que nos preparar bem e estou certo de que os Jogos serão um êxito", comentou.

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