Jean Christophe Bott/EFE
Jean Christophe Bott/EFE

Bach revela que adiamento dos Jogos de Tóquio vai custar 'milhões de dólares'

Presidente do COI lamenta impacto financeiro da transferência da data da Olimpíada no Japão

Redação, Estadão Conteúdo

29 de abril de 2020 | 12h31

O adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, devido à pandemia do novo coronavírus, vai ter um custo adicional de "várias centenas de milhões de dólares" ao Comitê Olímpico Internacional (COI). Quem revelou isso foi o próprio presidente do órgão, o alemão Thomas Bach, nesta quarta-feira, em uma carta aberta enviada ao movimento olímpico.

"Sabemos que vamos ter de entrar com várias centenas de milhões de dólares por causa do adiamento. É por isso que também é necessário examinar e rever todos os serviços prestados", disse Thomas Bach.

Por causa da pandemia da covid-19, os Jogos de Tóquio-2020, inicialmente agendados para decorrerem entre 24 de julho e 9 de agosto, foram adiados para 2021 e estão agora marcados entre 23 de julho e 8 de agosto. "Vamos continuar a suportar parte da carga operacional e parte dos custos destes Jogos Olímpicos, como foi acordado com os nossos parceiros e amigos japoneses", garantiu o presidente do COI.

De acordo com o último orçamento divulgado, o COI tem um grande valor disponível para lidar com um possível cancelamento dos Jogos do Tóquio, hipótese que na terça-feira foi levantada pelo presidente do Comitê Organizador, Yoshiro Mori, caso a pandemia não esteja controlada até lá.

"A prioridade é a criação de um ambiente seguro em termos de saúde para todos os participantes. O COI está seguindo os conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre possíveis adaptações aos esportes em massa. Mas também temos consciência que ninguém sabe como será a realidade do mundo após o coronavírus", confessou Bach.

O alemão destacou ainda a importância dos esportes para a saúde pública, garantindo que se trata, junto com as atividades físicas pessoais, na ferramenta mais econômica para uma sociedade saudável. "Devemos pedir encarecidamente aos governos que levem em conta a imensa contribuição do esporte à saúde pública, sua importância para a inclusão, para a vida social, para a cultura e seu papel importante nas economias nacionais. Não somos parte do problema, mas podemos ser parte da solução", afirmou.

O presidente do COI ainda admitiu que as medidas de restrição e confinamento permite um novo olhar dos dirigentes aos e-sports, que foram utilizados por diversas entidades para mantê-las com certa atividade, como a Premier League, que organiza o Campeonato Inglês, a NBA, a Fórmula 1, entre outras.

"Devemos considerar o que o distanciamento social pode significar para nossas relações com os esportes eletrônicos. Incentivamos todas as partes interessadas que, com maior urgência, estudem a forma de administrar os modelos eletrônicos e virtuais de seus esportes, e explores as oportunidades com os produtores de jogos", completou.

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