Bafanas fora da copa,mas felizes

Seleção anfitriã sai na primeira fase, mas vive triunfo inesquecível de receber uma Copa e se mostrar para o mundo

Jamil Chade, enviado especial, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 00h00

Decepcionada, mas orgulhosa. Foi assim que a torcida sul-africana viveu ontem a eliminação da seleção anfitriã.

Os Bafana Bafana venceram a França por 2 a 1, mas foi pouco para a classificação.

Políticos e analistas dizem que a campanha ajudou a unir um país ainda dividido por décadas de apartheid. Por outro lado, o orgulho sul-africano também serviu de fumaça para esconder uma realidade que preocupa: o desempenho fraco das seleções africanas na primeira Copa realizada no continente e os lucros menores que o esperado.

"Claro que estamos tristes. Mas não uma tristeza trágica. Estamos mostrando ao mundo que a África existe. Estamos muito orgulhosos", disse Masukela, torcedora de Bloemfontein.

Como o técnico Carlos Alberto Parreira havia prometido, os sul-africanos tinham como meta terminar o Mundial deixando uma imagem positiva. Durante o jogo contra a França, a torcida festejava cada gol e jogada como se fosse a conquista de um título.

O milagre não ocorreu e a África do Sul entrou para a história como a seleção anfitriã com pior campanha numa Copa. Mas nem o apito do juiz dando fim à participação sul-africana no Mundial calou as vuvuzelas, que continuaram a soar, tanto no estádio quanto nas ruas de Bloemfontein e mesmo no centro do bairro pobre de Soweto.

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