Bahia dá resposta a Felipe

Goleiro falha e tem de engolir rival; Corinthians perde invencibilidade

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

19 de julho de 2008 | 00h00

O goleiro Felipe provocou o Bahia durante a semana e ontem falhou no gol. Dênis, sozinho, pisou na bola e caiu. Douglas e Eduardo Ramos também tropeçaram na bola. William deu de canela na área. Lulinha, Acosta, Fábio Ferreira e Careca perderam gols incríveis, na cara do goleiro Darci. Numa tarde em que tudo deu errado, o Corinthians perdeu a invencibilidade de 11 jogos na Série B, ao cair, em pleno Pacaembu, para os bravos baianos, por 1 a 0."Realmente eu errei, dei um passinho para frente e a bola me encobriu. Uma falta de atenção minha", discursou Felipe, reconhecendo o erro no gol de falta de Elias, aos 9 minutos do primeiro tempo. Na hora, ele levantou os braços admitindo a falha, pediu perdão aos torcedores e aos companheiros.O jogo estava apenas começando e o Corinthians tinha tudo para chegar ao empate. Correto? Pelo tempo sim, pela falta de inspiração e falhas, não.Fábio Ferreira e Lulinha, dois jogadores marcados pela torcida, viram de perto a chance de redimir e ver, enfim, seus nomes cantados. O meia, na cara do goleiro adversário, conseguiu acertar a trave. O zagueiro, por duas vezes, ficou sozinho e... finalizou como zagueiro. Uma delas, sem ninguém pela frente, mandou para fora.Acosta, outro ainda lutando para recuperar a confiança do Alvinegro, também ficou no quase, ao acertar a trave em lance no qual atrapalhou Herrera, o aniversariante do dia.O Corinthians não perdia em casa desde o 1 a 0 para o Palmeiras, em março, no Morumbi (a única derrota na capital nesta temporada). Na Série B, tinha 100% de aproveitamento em seus domínios. Com números tão convincentes, a torcida lotou o Pacaembu. Foram 36.487 torcedores no estádio, o melhor público corintiano na Série B.Torcedores fanáticos, sofredores e confiantes. Desde a entrada do time em campo até o último lance do jogo, aos 49 minutos da fase final, numa falta cobrada pelo lateral-esquerdo André Santos, cantavam, incentivavam um time que não merecia tamanho voto de confiança.Foram embora sem protestos, apenas cabisbaixos pela primeira derrota na Série B. Num dia que queriam gritar gol, saíram cansados de ficar no ?uh?.E olha que Wellington Saci já havia salvo a equipe na rodada passada, diante do Santo André, ao empatar o confronto aos 34 minutos da fase final.Com o apito final, os baianos pareciam ter conquistado um título. O goleiro Darci, ajoelhado, agradecia aos céus, com as mãos erguidas. Luciano Ferreira pulava como criança. "Dá nojo do goleiro deles, que nem falo seu nome. Só temos isso (a vitória) para mostrar para ele", disparou contra Felipe o zagueiro Rogério. "Ele tem de ser mais humilde, não respeitou o Bahia e perdeu", completou.

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