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Bahia prevê gastar R$ 95 milhões em segurança na Copa das Confederações

Valor é praticamente a metade do montante que será investido no Mundial de 2014

VITOR VILLAR, Agência Estado

11 de junho de 2013 | 22h52

SALVADOR - Apresentado nesta terça-feira, em Salvador, o esquema de segurança montado para receber a Copa das Confederações na Bahia custará quase R$ 95 milhões, entre recursos da União e do Estado. Como já havia confirmado o governador Jaques Wagner, o projeto deste ano servirá como um piloto para o Mundial de 2014, quando os investimentos devem subir para a casa dos R$ 180 milhões.

Entre as novidades do plano, está um sistema de monitoramento em tempo real, com 215 câmeras espalhadas no entorno da Arena Fonte Nova, que ficarão conectadas a um centro de inteligência. Outra novidade é a aquisição de um kit antibombas, composto por robô, aparelho de raios X portátil, tenda de contenção, roupa de proteção e detector de gases tóxicos. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia, mais de 4 mil profissionais estarão em serviço durante o torneio, que terá três partidas na capital baiana.

Toda a segurança será realizada pelo Centro Integrado de Comando e Controle Regional (CICC), complexo que será montado de forma provisória no Parque Tecnológico da Bahia, na Avenida Paralela, a cerca de 17 km da Arena Fonte Nova. O centro reunirá profissionais de diversas instituições, como as Polícias Federal, Militar, Civil e Técnica, a Defesa Civil e o Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU). A expectativa para 2014 é que o CICC tenha uma sede definitiva, localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB).

O sistema de monitoramento será interligado ainda por duas unidades móveis de apoio, que ficarão a postos nos arredores do estádio, e por helicópteros equipados com "imageadores", espécie de câmeras para ajudar na identificação de suspeitos e tumultos. A ideia da Secretaria de Segurança é que as câmeras e os demais aparatos permaneçam espalhados pela cidade após o evento esportivo, ajudando na elucidação de crimes cometidos nas ruas.

LEGADO - Para o secretário Maurício Barbosa, a Copa das Confederações serviu como um vetor para atrair altos investimentos para a segurança do estado. "A Bahia está pronta para receber o evento esportivo. No planejamento realizado, adaptamos a expertise dos nossos policiais ao protocolo da Fifa", explicou.

No seu programa de rádio "Conversa com o Governador", Jaques Wagner já havia adiantado o legado que o torneio pode deixar para a Bahia. "Pelo interior já estamos espalhando 22 centros integrados como esse, que vem ajudando no trabalho da polícia. Então, quando o CICC (da capital) estiver pronto em 2014, todas essas informações serão concentradas, então todos vocês podem imaginar como isso vai melhorar o desempenho da segurança", destacou.

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