Baloubet du Rouet refuga na Alemanha

O cavaleiro Rodrigo Pessoa decidiu não arriscar e comunicou, no fim da tarde desta quinta-feira, que havia mudado de idéia sobre o cavalo com que saltará nesta sexta-feira na Copa das Nações de Aachen, no Concurso Internacional de Saltos, na Alemanha. O cavalo Lianos, alemão da raça Hoslteiner, de 13 anos, vai substituir Baloubet du Rouet, um sela-francesa de 12 anos na prova que será no Estádio Hípico de Aachen, para 40 mil pessoas.Rodrigo não estava seguro sobre o comportamento da "estrela principal" do time. Em uma prova simples, nesta quinta-feira, para aclimatar o cavalo, Baloubet refugou duas vezes no obstáculo 9, uma paralela sobre um rio, causando apreensão. O erro relembrou a medalha de ouro perdida na Olimpíada de Sydney quando Baloubet, o cavalo de US$ 5 milhões, também refugou.Um total de dez países vão disputar o título de melhor do mundo. A prova será definida em dois percursos idênticos, de até 1,60 m de altura, a partir das 8 horas de Brasília. As seis melhores equipes na primeira passagem seguem para o segundo percurso, a partir das 10 horas. "Não quero arriscar nada, depois da pressão que houve para a montagem dessa equipe na Copa das Nações e porque só estaremos em três cavaleiros. Essa foi a decisão mais segura", justificou Rodrigo, depois de aconselhar-se com o pai, Nélson Pessoa, o Neco. O cavaleiro assegurou que se fosse uma prova individual "arriscaria". "Mas não posso e não quero prejudicar os outros." Para sábado e domingo, Rodrigo não decidiu o cavalo que montará. Baloubet disputa uma prova da série intermediária, mais fraca, nesta sexta-feira.Na Copa das Nações, a equipe do Brasil terá também Bernardo Rezende Alves e Audi Oberon e Álvaro Afonso de Miranda Neto, o Doda, que vai competir com Audi Aspen. O time brasileiro não terá o quarto conjunto, como outras seleções, e nem a chance do descarte do pior resultado. "O Baloubet causaria preocupação porque nenhum conjunto poderá falhar", afirmou Doda.Quanto ao seu cavalo, o Aspen, de 17 anos, disse estar "confiante".Bernardo opinou que essa foi a decisão mais segura para a equipe. "Continuo achando que o Baloubet é o melhor do mundo, mas o Rodrigo agiu certo porque a equipe ficaria apreensiva depois do refugo." Rodrigo disse que o refugo do Baloubet o "pegou de surpresa". Tentou imaginar porque o cavalo se recusou a fazer o salto. "É estranho, o Baloubet nunca parou em água, talvez aquele fundo azul do rio, a largura..." Com Lianos, um cavalo taticamente mais obediente, fará a prova confiante. "Mesmo sem a possibilidade do descarte a expectativa é boa", frisou, evitando prognósticos sobre o resultado do Brasil.

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