"Bananas Congeladas" pedem apoio

A boa campanha obtida nos Jogos Olímpicos de Inverno em Salt Lake City, um honroso 27º lugar entre 34 competidores, está fazendo a equipe do bobsled do Brasil, que ficou conhecida no mundo inteiro como ?Frozen Bananas? (Bananas Congeladas), sonhar com uma atuação ainda melhor daqui quatro anos, em Turim. Para isso, o capitão do time e presidente da Associação Brasileira de Bobsled, Squeletum e Luge (ABBSL), Éric Maleson, está pedindo o apoio das empresas e institutos de pesquisa do Brasil para desenvolver um trenó competitivo.Maleson acredita que, com um bom trenó, os brasileiros teriam grande chance de ficar entre os dez melhores nos próximos Jogos e, talvez, até conseguir uma medalha. "Nosso trenó, por exemplo, era um segundo mais lento do que o dos alemães, que foram campeões com um modelo desenvolvido pela BMW", explicou. "E eles não dividem os conhecimentos ou vendem equipamentos para as outras equipes, por isso precisamos desenvolver o nosso."Maleson acredita que o Brasil tem empresas e instituições capazes de ajudar a equipe a desenvolver um bom trenó. "Temos montadoras automobilísticas, empresas como a Embraer ou institutos de pesquisa como o ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica) que poderiam desenvolver uma tecnologia de aerodinâmica dos trenós, e companhias como a Vale do Rio Doce que poderiam nos ajudar com compostos de minérios para as lâminas."Mas nem tudo é tecnologia. Maleson disse que a ABBSL planeja criar uma equipe feminina, formar uma seleção permanente e aumentar o número de praticantes dos esportes de inverno no Brasil, que poderiam treinar com equipamentos de rodas.O restante da equipe de bobsled, apesar do bom desempenho, não pretende sair do Brasil para treinar, pois eles dizem que vão tentar conciliar o atletismo às modalidades dos Jogos de Inverno. Edson Brindilatti é decatleta, enquanto Matheus Inocêncio e Rodrigo Paladino competem nos 110 metros com barreiras. "Meu sonho é participar também das olimpíadas de verão, por isso vou ficar por aqui", explica Brindilatti.Renato Misogushi comemorou bastante sua participação nos Jogos após 13 anos de trabalho. "Tinha o sonho de ser alguém famoso e ajudar a minha família", afirmou o competidor do luge, que também voltou ao País após a disputa nos Estados Unidos. "Agora quero disputar a Copa do Mundo (em 2003) e tentar uma medalha", disse ele, que mora no Japão. Os Jogos estão propiciando o reencontro do atleta com sua mãe, que o reconheceu pela tevê. Ambos estão separados há 23 anos, desde que ele tinha 3 anos.

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