Bandeiras dão brilho à festa do Corinthians no caldeirão

Torcidas organizadas exibem seus baluartes na Bombonera e vão buscar liminar para entrar com elas no Pacaembu

FÁBIO HECICO, ENVIADO ESPECIAL , O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2012 | 03h01

BUENOS AIRES - O jogo já estava com 18 minutos quando a Gaviões da Fiel, principal organizada do Corinthians, exibiu a faixa marcando seu nome na Bombonera - pouco antes, a Pavilhão Nove fizera o mesmo. Logo depois, um bandeirão (não tão grande como os que expõe em casa) ganhou as arquibancadas. Proibidas de exibir seus símbolos no País, as torcidas marcaram presença na Argentina e pedirão, às autoridades brasileiras, uma liminar para poder utilizá-las na festa no Pacaembu.

"Vamos pedir, apenas por um jogo, para que possamos fazer uma festa jamais vista no futebol'', disse um dos dirigentes da organizada, que veio em um dos oito ônibus da caravana que deixou São Paulo na segunda-feira à noite, em viagem de 40 horas.

As duas torcidas estão barradas por causa de brigas. O presidente da Gaviões está proibido de entrar nos estádios.

A Gaviões quer fazer um "desfile'' com suas imensas bandeiras no Pacaembu e ainda pedirá a liberação de bexigas, papel picado e sinalizadores, entre outros artefatos vetados.

Ontem, no estádio do Boca, todas as facções corintianas fizeram belo espetáculo, cantando o jogo todo, reforçadas por gente de toda a América do Sul. Uma caravana levou 26 horas para chegar ao estádio, vinda de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Também havia alguns argentinos, chilenos e peruanos no "bando de loucos''.

A meta é impressionar em casa, como fizeram os xeneizes, com bexigas e papel picado nas cores azul e amarela e queima de fogos de deixar qualquer um de boquiaberto. Para ver o time na Bombonera, os corintianos, como Sávio Baldan e Silvano de Franco, gastaram alto: R$ 500 cada um, para ficar no setor dos turistas, ou seja, misturados com os boquenses.

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