Banespa faz uma casa para os gigantes

Geralmente com mais de 1,90 m, jogadores de vôlei e basquete sofrem em diversas situações do dia-a-dia. Problemas com a altura do chuveiro e tanques de lavar roupa, por exemplo, ou com o tamanho das camas e sapateiras para calçados de numeração superior a 44, são corriqueiros para os atletas. Mas o Clube Banespa, que tem mais de 20 anos de experiência com o vôlei, facilitou a vida de seus atletas: adaptou uma casa para seus ?gigantes?.Na última semana, o Banespa realizou sua tradicional peneira e selecionou dez garotos da categoria infanto-juvenil que morarão nessa casa adaptada, nas dependências do próprio clube. Lá, os chuveiros ficam a 2,20 m do chão, as camas medem 2,20 m e são de alvenaria ? camas de madeira se quebravam facilmente com o peso dos jogadores ?, e os tanques de lavar roupa são mais altos do que os das casas comuns. Além disso, cada jogador tem direito a uma gaveta para guardar os tênis ? atletas com os pés maiores do que 44 sofrem para achar uma sapateira adequada.?Lá em casa, no Rio Grande do Sul, se eu colocar a mão um palmo acima da cabeça, bato no chuveiro. Mas acho que o maior problema é lavar as roupas no tanque. Por ser baixo, dói as costas?, conta Willian Reffatti, que tem 1,91 m e foi um dos selecionados na peneira do Banespa. Aos 16 anos, o gaúcho de Três de Maio mora em Santa Catarina há dois anos, onde jogava pelo time de Rio do Sul.Outro que sofre com a altura do chuveiro é Ayrton Castro de Rezende. Com 1,92 m e 16 anos, o levantador também passou na peneira. ?Quando eu estava num hotel, quando jogava pela seleção mineira, sempre batia a cabeça no chuveiro. Mas lá em casa, em Juiz de Fora, não tenho problemas porque todo mundo é alto. Meu pai tem 1,90 m, meu irmão tem 1,91 m e minha irmã tem 1,80. Só minha mãe é baixinha, com 1,76 m?, conta. ?Gostei muito da casa, só faltou um fogão para a gente fazer um ?miojo? quando bater a fome à noite.?Na casa dos atletas, além de televisão e vídeo, há uma geladeira, onde eles podem guardar alimentos para beliscar quando a fome bater e não for hora das refeições. ?Acho que o mais difícil vai ser ficar sem a comida da minha mãe?, avisa Ayrton. ?Também deve ser difícil morar com um monte de caras. Quando eles chegarem fedidos do treino, ou com chulé... não vai dar. Higiene é o mínimo que vamos precisar nessa casa.?Willian lembra que para certos casos não há adaptação que dê jeito no problema com a altura. ?O maior problema em ser alto são as gurias. Geralmente elas não são muito altas, então eu tenho de ficar sentado se quiser ficar com alguma menina?, brinca.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.