Bárbara Domingos encerra participação histórica no Mundial de Ginástica Rítmica em 17º lugar

Bárbara Domingos encerra participação histórica no Mundial de Ginástica Rítmica em 17º lugar

Atleta é a primeira brasileira a chegar a uma final individual geral na história da competição; Dina Averina, da Rússia, conquista o tetracampeonato

Júnior Moreira Bordalo e Caio Possati, Estadão

30 de outubro de 2021 | 10h08

Após fazer história ao ser a primeira brasileira a se classificar para a final individual geral de um Mundial de Ginástica Rítmica, Bárbara Domingos, conhecida como Babi, terminou a histórica participação na competição em 17º lugar entre as 18 finalistas que se apresentaram na madrugada deste sábado, 30, na cidade de Kitakyushu, Japão. Assim como nas outras três últimas edições, a vitória ficou com  russa Dina Averina que provou sua soberania na modalidade e faturou o tetracampeonato no individual geral e se tornou a primeira atleta a conquistar a medalha de pela quarta vez na prova em mundiais — ela já havia vencido em 2017, 2018 e 2019.

Das 18 finalistas, 15 eram europeias. Na primeira etapa, Babi Domingos foi a terceira a se apresentar no grupo B e iniciou a competição pelas maças, marcando 22,700 pontos, seguida da fita (19,300), arco (22,750) e bola (23,000), ficando em oitavo lugar no seu pelotão com 87,750 pontos.

A jovem curitibana se classificou para a final na última quinta, 28, na 13ª colocação ao conseguir 69,800 pontos. Cada ginasta se apresentou nos quatro aparelhos: arco, bola, fita e maças. A melhor campanha de uma brasileira até o torneio no Japão também era dela, em 31º lugar no Mundial de 2019

Soberania russa

A multicampeã Dina Averina conquistou o ouro fazendo 108.400 pontos, 3,2 mil pontos a mais que a  bielorrussa Alina Harnasko (105.300), que ficou com a prata. O terceiro lugar do pódio foi ocupado pela também russa, e irmã gêmea de Dina, Arina Averina, que fez 103.200 pontos na somatória das suas apresentações.

Com o título no individual geral, Averina ultrapassou as tricampeões búlgaras Maria Gigova (1969, 1971, 1973) e Maria Petrova (1993, 1994, 1995) e as também russas Evgeniya Kanaeva (2009, 2010, 2011) e Yana Kudryavtseva (2013, 2014, 2015).

O ouro em Kitakyushu rendeu a russa outro recorde no Japão. Vice-campeã olímpica na Olimpíada Tóquio 2020, Averina chegou a sua 18ª medalha dourada superando a compatriota Kanaeva, com quem estava empatada como a ginasta que mais vezes subiu ao lugar mais alto do pódio em mundiais de ginástica rítmica.

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