Barça vai ao Mundial após despedida de gala

Equipe catalã vence o Real Madrid por 3 a 1, de virada, no Santiago Bernabéu, antes de embarcar para o Japão

MADRI, O Estado de S.Paulo

11 de dezembro de 2011 | 03h02

O Barcelona ignorou o fator campo, a longa série invicta do Real Madrid e, de virada, venceu o superclássico por 3 a 1, ontem à noite, no Santiago Bernabéu, e alcançou o arquirrival na liderança do Campeonato Espanhol. As duas equipes têm 37 pontos, mas o Barça possui melhor saldo de gols. De Madri, a delegação do Barça tinha viagem marcada para o Japão, onde, na quinta-feira, mais motivada do que nunca, estreia no Mundial de Clubes.

O Barça quebrou uma série de 15 vitórias seguidas do Real Madrid, que buscava, justamente contra o seu maior rival, chegar a uma marca histórica. Messi, que estava a um gol de se tornar o maior goleador na história do clássico (tem 13), nem precisou marcar desta vez.

O superclássico começou com um gol relâmpago. Aos 23 segundos, o goleiro Valdés, do Barça, errou a saída de bola e entregou-a nos pés de Di Maria. A bola desviou e chegou a Özil, que chutou na zaga. Na sobra, Benzema, livre, finalizou.

Parecia que ali começaria a desmoronar o plano de jogo do técnico Josep Guardiola. O Real Madrid, que entrou com dois canhotos atuando pelo lado direito, Coentrão e Di Maria - invenção de moda do técnico José Mourinho -, até que se dava bem, porque marcava a saída de bola do adversário.

Messi conseguiu se desvencilhar da marcação e quase empatou aos 6 minutos: o goleiro Casillas conseguiu desviar a bola. Mas quem dominava o jogo era o time da casa, que perdeu uma chance com Di Maria aos 8 e outra melhor ainda com Cristiano Ronaldo aos 24.

Contra um time como o Barcelona não se pode vacilar. E a resposta veio aos 29. Messi entrou driblando e serviu o chileno Alexis Sanchez, que ganhou na corrida de Pepe e Coentrão e chutou cruzado, empatando o jogo.

Força. Mas mal começou a segunda etapa e quem surpreendeu foi o Barcelona. Xavi chutou e a bola desviou em Marcelo, enganando o goleiro Casillas, aos 7. O técnico Mourinho colocou Kaká em campo para tentar reverter a situação. Mas o brasileiro só conseguiu levar perigo aos 38, numa escapada pela esquerda que culminou com um chute desviado por Valdés.

Antes, aos 19, o artilheiro Cristiano Ronaldo (17 gols) teve a grande chance para empatar, mas o cabeceio, à frente do goleiro, foi para fora. E o lance acabou sendo decisivo. No minuto seguinte, Fábregas não desperdiçou sua chance e, de cabeça, fez o terceiro gol, completando cruzamento de Daniel Alves. Depois, o Barça perdeu outras chances para ampliar. E, a pedido da sua torcida, que queria olé, colocou o adversário na roda.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.