Barcelona encara pressão no jogo com Bayer Leverkusen

O técnico Guardiola se irrita com as críticas ao time, que vem tropeçando no Espanhol. Partida de hoje será na Alemanha

BARCELONA, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 03h05

Pep Guardiola e seus comandados acostumaram mal a torcida do Barcelona e a imprensa mundial, e agora enfrentam a pressão de não poderem fracassar em nenhuma competição sem ouvir críticas. Mas, ontem, véspera da partida contra o Bayer Leverkusen pelas oitavas de final da Copa dos Campeões, o treinador assumiu uma postura mais agressiva do que a costumeira.

"Toda temporada querem que ganhemos seis títulos, algo que nenhum time havia feito e que nós conseguimos duas vezes em três anos e meio", disse. "Agora que a situação no Campeonato Espanhol ficou difícil exigem que ganhemos a Copa dos Campeões, como se fosse uma tarefa fácil. Mas podem exigir, porque conquistamos 13 dos 16 títulos que disputamos e acabamos de nos classificar para mais uma final (a da Copa do Rei). Meus jogadores não desistem nunca."

Guardiola não estava disposto a engolir desaforos. Quando perguntado sobre as críticas que recebeu por ter deixado Xavi, Iniesta e Fábregas no banco na partida de sábado contra o Osasuna (derrota por 3 a 2) que era muito importante para o futuro do time no Espanhol (o Real Madrid bateu o Levante no domingo e abriu dez pontos de vantagem), ele partiu de novo para o ataque.

"Escalar o time é minha obrigação, e faço isso de maneira impecável. Tenho mais informações do que todos vocês sobre a condição de cada jogador, e sempre coloco a melhor formação possível."

No Bayer Leverkusen há pouca esperança de avançar na competição. O técnico Robin Dutt disse que eliminar o Barcelona seria um milagre. "O time deles é melhor do que a seleção da Espanha."

A outra partida das oitavas de final será disputada na França, onde o Lyon receberá o surpreendente APOEL Nicósia - o primeiro time do Chipre a chegar a esta fase.

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