Barcelona perde a chance de golear

Catalães dominam a primeira partida da final, mas fazem apenas 3 a 2. Jogo de volta será na quarta, em Madri

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h09

O Barcelona teve o Real Madrid contra as cordas no primeiro Superclássico da temporada, disputado no Camp Nou, mas, por incrível que pareça, não soube matar o inimigo e acabou colhendo uma apertada vitória por 3 a 2, que manteve os campeões espanhóis bem vivos na disputa da Supercopa da Espanha. A partida de volta será na quarta-feira que vem, em Madri, e o Barça levará a taça em caso de empate.

Com seu meio de campo de luxo (Busquets, Xavi e Iniesta) e um trio de ataque poderoso, formado por Messi, Pedro e Alexis Sánchez, o Barça fez desde o primeiro minuto aquilo que dele se esperava: tomou conta da partida, marcando o Real no campo de ataque. E não tardou muito para que Messi tivesse uma ótima chance para marcar. O melhor do mundo estava livre na área do Real, mas seu chute colocado passou raspando a trave. Depois, ele teve outra oportunidade e também a desperdiçou, assim como Pedro, que teve seu gol negado por Casillas.

Acuado, o Real sofria muito mais do que gostaria, especialmente porque não conseguia incomodar o Barça com a velocidade de seus homens de frente, Özil, Callejón, Benzema e um Cristiano Ronaldo que vagava pelo gramado do Camp Nou.

Embora o troféu em disputa não fosse muito valioso, o jogo era tenso, com entradas duras dos dois lados. Quando Barcelona e Real Madrid estão no mesmo gramado, não há jogo que não vire guerra, mesmo que seja um mero amistoso. No ano passado, por exemplo, foi em um jogo da Supercopa que Mourinho enfiou o dedo no olho de Tito Vilanova, na época auxiliar técnico de Pep Guardiola - ontem Vilanova fez sua segunda partida oficial como treinador da equipe catalã. Ontem, ele e o português se cumprimentaram educadamente antes do jogo.

Em mais uma prova de que no futebol o conceito de justiça é muito vago, quem abriu o placar no segundo tempo foi o Real. Cristiano Ronaldo enfim disse "presente" quando completou de cabeça um cruzamento feito por Özil em um escanteio.

Com a vantagem no placar, o cenário era perfeito para o Real, mas ele se desmanchou em coisa de dois minutos por causa do gol de empate, marcado por Pedro.

Dali por diante, o Barça dominou a partida como no primeiro tempo, mas com a vantagem de aproveitar melhor suas oportunidades. Na cobrança de um pênalti que Sergio Ramos cometeu em Iniesta, Messi virou o jogo, e depois Xavi apareceu na área do Real para fazer o terceiro, tendo pouco trabalho para completar uma jogada maravilhosa de Iniesta, que deu a enésima demonstração de seu incrível talento.

Havia cheiro de goleada no ar e ela só não se materializou no placar do Camp Nou porque Casillas fez uma defesa impressionante em um chute de Messi. E não marcar o quarto gol foi justamente o maior pecado do Barça, porque logo depois o goleiro Valdés fez uma trapalhada grotesca à frente de Di Maria e o argentino marcou o segundo do Real, gol que poderá ser muito valioso na partida de volta.

Como normalmente faz quando é derrotado, Mourinho reclamou do trio de arbitragem. "O primeiro gol do Barcelona foi um erro do bandeirinha", falou o técnico do Real, que também não gostou do desempenho de seu time no primeiro tempo. "O Barcelona não nos deixou sair com perigo e foi muito superior. Depois fizemos um jogo completamente diferente."

Ontem, Kaká não ficou nem sequer no banco de reservas, em mais uma demonstração de que não está nos planos de Mourinho. Aliás, foi exatamente isso o que o português disse. "Se precisasse fazer mudanças no ataque, tinha Higuaín e Di Maria. Para o meio do campo, estavam Lass Diarra e Granero e, para a defesa, Marcelo e Varane. Assim, Kaká não entrava nos meus planos."

Liga Europa A fase classificatória do torneio teve ontem 30 partidas, com a participação de alguns dos maiores clubes do continente. A Internazionale venceu o Vaslul, da Romênia, por 2 a 0 e o Liverpool bateu o Hearts, da Escócia, por 1 a 0. O Athletic Bilbao, atual vice-campeão, fez 6 a 0 no Helsinki (Finlândia). Na vitória da Lazio por 2 a 0 sobre o Mura, da Eslovênia, Hernanes marcou o primeiro gol italiano.

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