Barcelona quer dedicar título a Villa

Fratura na tíbia do atacante, que deve deixá-lo fora de ação de 4 a 5 meses, vai servir de motivação para o time

LUÍS AUGUSTO MONACO, YOKOHAMA / ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2011 | 03h09

Os jogadores do Barcelona prometem fazer da grave lesão sofrida pelo atacante David Villa (fratura da tíbia esquerda, o que acabou com sua temporada e deve deixá-lo fora também da Eurocopa no meio do ano que vem) uma motivação a mais para derrotar o Santos.

Todos os que passaram pela área de entrevistas disseram que o time quer dedicar o título ao companheiro, que deve ser o único desfalque na final - o chileno Alexis Sanchez, que o substituiu e depois saiu no meio do segundo tempo com dores musculares na coxa esquerda, deixou o campo apenas por precaução.

E, para ganhar o jogo, o Barça pretende anular Neymar e Ganso. A maioria das perguntas, como era de se esperar, foi sobre o talento do atacante. Mas um velho conhecido do futebol brasileiro, o ex-corintiano Mascherano, alertou para o perigo representado pelo meia. "Fala-se muito do Neymar, que é um grande jogador e tem um estilo que o público gosta de ver, mas a qualidade do Ganso é fantástica."

Se Mascherano apontou o dedo para Ganso, Puyol se alongou nos comentários sobre Neymar. "É um grande jogador, com um futuro impressionante. Vai ser difícil marcá-lo, porque ele esconde a bola e nunca se sabe por qual lado vai sair. Neutralizá-lo será trabalho para toda a defesa."

O craque argentino Messi foi do vestiário para o ônibus por uma saída alternativa, sem passar entre os jornalistas. Segundo os repórteres espanhóis que cobrem o Barça, esse é o comportamento padrão do craque - ele raramente conversa com a imprensa depois das partidas.

Guardiola vai estudar. O técnico do Barcelona admitiu ontem que ainda não conseguiu assistir ao vídeo do jogo dos santistas contra o Kashiwa Reysol (vitória por 3 a 1), anteontem.

"Não conseguimos viajar para ver a partida no estádio, mas os jogadores acompanharam pela televisão. É algo que ajuda", apontou. "Meus colaboradores vão me informar como joga o Santos, mas ainda não vi nada. A partir de amanhã (hoje) vamos pensar nisso."

Mas o técnico tem uma ideia do que o espera. "Nosso próximo rival é um clube histórico desde a época de Pelé. Agora estão com uma nova geração, que guarda muito da magia daquela época e que forma um time muito talentoso e perigoso."

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