Alejandro García/EFE
Alejandro García/EFE

Barcelona reconhece fraude na contratação de Neymar

Em comunicado aos associados, clube admite não pagamento de impostos

O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2016 | 20h00

O Barcelona admitiu que o contrato assinado com Neymar em 2013 tinha a “intenção de ocultar a verdadeira operação realizada”. A afirmação está no acordo firmado entre o clube com as autoridades fiscais da Espanha e divulgado na manhã desta terça-feira pelo próprio Barcelona em comunicado para seus sócios. O documento foi publicado pelo jornal catalão Sport.

Pelo acordo, firmado no início do mês de junho para encerrar o chamado “caso Neymar”, o clube catalão pagará uma multa de 5 milhões de euros (R$19 milhões) e será julgado como pessoa jurídica. O atual presidente do clube Josep Maria Bartomeu e o ex-dirigente do Barcelona Sandro Rosell não correm risco de responsabilização.

Os delitos foram cometidos em vários contratos assinados com as empresas do jogador, controladas por Neymar Silva Santos, pai e empresário do craque. Inicialmente, o clube argumentara que foram “erros de planejamento fiscal”. “O contrato e o subsequente pagamento se realizaram com a intenção de ocultar a verdadeira operação realizada, com o consequente descumprimento da obrigação tributária e o relativo ingresso no Fisco espanhol”, diz trecho do acordo.

O Santos havia declarado que a negociação representou 17,1 milhões de euros. Posteriormente, o clube catalão declarou que a contratação de Neymar havia custado 57 milhões de euros. Depois da pressão dos jornais espanhóis e de uma ação judicial aberta pelo Grupo DIS, parceiro do Santos na época da venda de Neymar, a diretoria informou que os pagamentos relacionados somaram 85 milhões de euros. O Ministério Público espanhol considerou a negociação fraudulenta.

Neymar e Neymar Pai negam veementemente ter havido fraude e sonegação fiscal e alegam que a quantia recebida se refere à comissão e direitos de imagem.

 

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