Gustau Nacarino/Reuters
Gustau Nacarino/Reuters

Barcelona x Real vale mais do que a vaga na final

Barça e Real jogam hoje pela Copa do Rei, e quem perder sofrerá um baque antes de decidir a vida na Copa dos Campeões

BARCELONA, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 02h07

BARCELONA - Os dois gigantes do futebol espanhol se enfrentam hoje em mais um clássico de vida ou morte carregado de tensão. No Camp Nou, Barcelona e Real Madrid decidem quem vai disputar a final da Copa do Rei com o vencedor do choque entre Sevilla e Atlético de Madrid que será disputado amanhã. O jogo de ida terminou empatado por 1 a 1, o que dá ao Barça a vantagem de avançar se o jogo terminar sem gols.

A Copa do Rei é a competição menos importante de que os dois tomam parte, mas as circunstâncias transformaram o embate desta noite em fundamental. E a derrota pode ter consequências muito negativas para a sequência de ambos na temporada que vai até o fim de maio.

Com a mão no título do Campeonato Espanhol - tem 12 pontos a mais do que o vice-líder Atlético de Madrid -, o Barcelona parecia navegar por águas tranquilas rumo a mais uma tríplice coroa, mas o cenário mudou. Na rodada de ida das oitavas de final da Copa dos Campeões o time perdeu por 2 a 0 para o Milan na Itália, e agora terá de remar muito no Camp Nou, dia 12, para não ser eliminado. Cair hoje diante do maior rival, e ainda mais em seu estádio diante de 90 mil pessoas, seria um grande baque para a confiança da equipe a duas semanas do jogo decisivo com os italianos.

O Real já desistiu de lutar no Campeonato Espanhol - está 16 pontos atrás do Barcelona. E nos próximos sete dias jogará a sua temporada: hoje no Camp Nou e terça-feira que vem no Old Trafford contra o Manchester United pela Copa dos Campeões - empatou em casa por 1 a 1 no jogo de ida. Se for eliminado nas duas competições, ficará dois meses e meio entrando em campo só para cumprir tabela. E isso significaria um grande prejuízo financeiro para o clube.

Mistério. Os dois técnicos escondem a escalação. No Barça, Jordi Roura pode colocar David Villa (que jogou bem e fez um gol na virada de sábado sobre o Sevilla) e sacar Fábregas ou Pedro. No Real, José Mourinho alimenta a dúvida entre Kaká e Di María para completar o meio-campo com Xabi Alonso e os alemães Khedira e Özil.

Em sua entrevista coletiva, quando perguntaram a Roura o que achava do árbitro escalado (Undiano Mallenco), a resposta veio cortante: "Nossos resultados quando ele apita são piores do que com os outros árbitros. Ele era o árbitro na nossa única derrota no Campeonato Espanhol desta temporada, e ainda nos lembramos de como foi permissivo na final da Copa do Rei de 2011 que perdemos para o Real Madrid."

Mourinho foi irônico ao comentar a declaração do adversário. "O Barcelona nos deu muitas lições nos últimos anos. Lições de espírito esportivo, de como não pressionar os árbitros, de não rodeá-lo dentro de campo, de não forçar cartões para o adversário... E, claro, também lições de como jogar futebol, porque isso eles fazem muito bem."

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