Barco Brasil 1 terá navegador holandês

O Brasil 1, que compete na Volvo Ocean Race, terá um veterano como navegador na segunda perna da volta ao mundo. O holandês Marcel van Triest, de 41 anos, substituiu a única mulher, a australiana Adrienne Calahan, que estava na prova, agora exclusiva para homens. Adrienne foi a navegadora do Brasil 1 na primeira perna, da Espanha à África do Sul. Agora caberá a Van Triest ?ler os ventos e indicar os caminhos?. O navegador fez quatro voltas ao mundo, a bordo do Equity & Law II (HOL), em 1989, do Intrun Justitia (SUE), em 1993, do Innovation Kvaerner (NOR), em 2003, e foi o navegador do barco sueco SEB, em 2001, segundo na etapa entre a África do Sul e a Austrália, justamente a que será feita agora, com largada na próxima segunda-feira, na Cidade do Cabo. Marcel, um estreante na tripulação do Brasil 1, juntamente com o norueguês Knut Frostad, conhece bem os mares do Sul por onde os brasileiros nunca velejaram. ?A curiosidade não existe mais, mas é especial estar lá embaixo. Pode se sentir miserável, congelado, mas também privilegiado por ser um dos poucos homens a ter a oportunidade de viver uma experiência assim?, afirma, dizendo que é um desafio ler os sistemas meteorológicos, sem nenhuma terra para impedir o caminho do vento. ?Se tem a coisa pura?. O holandês acha que não terá problema para se entrosar a um barco com cinco brasileiros e cinco estrangeiros (um norueguês, um holandês, dois neozelandeses e um espanhol). ?A vela profissional é um ambiente pequeno. Pessoas de todas as nacionalidades velejam juntas. Não tenho medo de estar nessa mistura. E como no futebol, não dá para dizer que um time somente com jogadores de um único país é o melhor?, observa Van Triest, que atualmente vive e integra uma equipe espanhola de vela. Quanto ao desempenho do Brasil 1, acha que o barco não pode ser considerado o favorito por ter um dos menores orçamentos da volta ao mundo (US$ 15,8 milhões), mas observa que os resultados foram bons até agora e partir para a segunda perna como vice-líder é positivo. ?Queremos chegar a Melbourne com tudo inteiro, sem problemas para continuar a prova. Não teremos vergonha de diminuir a velocidade para continuar em segurança?.

Agencia Estado,

29 de dezembro de 2005 | 15h50

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