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Barco da ONU faz crítica às refinarias de petróleo durante Volvo Ocean Race

Capitã de embarcação faz alerta ao passar pela região entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, na costa brasileira

João Prata, Estadão Conteúdo

25 de abril de 2018 | 20h10

No terceiro dia da oitava etapa da Volvo Ocean Race, os sete barcos passaram pelas refinarias de petróleo e gás da costa brasileira, na região entre São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. O barco da ONU, Turn The Tide On Plastic, aproveitou para registrar um depoimento crítico à maneira como se investe em combustível fóssil.

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Em vídeo publicado nas redes sociais da equipe da ONU, a capitã do barco, a britânica Dee Caffari, falou sobre o assunto sob o fundo de uma nuvem de fumaça provocada pela queima de petróleo. "É muito frustrante ver isso. Esperamos que as coisas mudem rápido", afirmou a única mulher no comando de uma embarcação na atual temporada.

"Há muitos locais de perfurações. Pode-se ver a fumaça na queima de petróleo. Há muitas e muitas embarcações dedicadas a produzir isso. Há muito dinheiro que é investido para a produção desse tipo de combustível", prosseguiu.

O barco da ONU disputa a atual temporada da Volvo Ocean Race para também alertar para o problema do consumo de plástico no mundo. Dentro do veleiro, há um dispositivo que analisa a água e aponta a quantidade de microplástico que há nas amostras. O microplástico não é fácil de ser visto a olho nu e tem se tornado um grande problema, pois os peixes o consumem ao confundirem com plâncton.

"Alertar para o problema do uso do plástico é o primeiro passo para reduzir esse tipo de processamento de combustível. Se a gente alterar o que é investido no petróleo e começar a pensar em energias renováveis, deixaríamos o mundo mais feliz e os oceanos mais limpos. Temos que pensar que as energias renováveis são uma maneira de pensar adiante", finalizou.

CHINESES NA LIDERANÇA

Sobre a competição, na mais recente parcial, enviada na noite desta quarta-feira, o barco chinês Sun Kung Kai/Scallywag ocupava a liderança, com os dinamarqueses/norte-americanos do Vestas 11TH Hour Racing na segunda colocação. O barco da ONU aparecia na terceira colocação.

Na sequência, os chineses do Dongfeng, os espanhóis da Mapfre e os holandeses do Brunel. O barco da brasileira Martine Grael, o holandês Akzonobel, estava na sétima e última colocação.

A oitava etapa da Volvo Ocean Race deixou Itajaí, no litoral de Santa Catarina, no último domingo rumo a Newport, nos Estados Unidos, em um trajeto de 5,7 mil milhas náuticas (cerca de 10,5 mil quilômetros). O Dongfeng lidera a classificação geral, com um ponto de vantagem sobre a Mapfre. O Akzonobel está em quarto lugar.

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