Barrichello compara colega a Schumacher

Cheio de elogios a Button, brasileiro até exagera. ?Michael cometia erros e Jenson, nem isso?

Livio Oricchio, MÔNACO, O Estadao de S.Paulo

25 de maio de 2009 | 00h00

Em seis etapas, seis vezes Jenson Button ficou na frente de Rubens Barrichello, companheiro de Brawn GP, nas sessões de classificação e nas corridas. "O Jenson está guiando muito bem. Já corri contra grandes parceiros e o maior foi Michael Schumacher. Vou falar que ele ainda cometia erros e o Jenson nem isso faz", elogiou Rubinho. Ross Brawn, sócio do time, fez comentário semelhante. "Trabalhei com Michael por 15 anos e estou há apenas um ano e meio com Jenson", disse o chefão. "São caráteres distintos, mas pilotos bem semelhantes quando lhe apresentamos desafios e correspondem plenamente." A nova derrota de Rubinho para Button, ontem, aconteceu, na realidade, no sábado, explicou o mais experiente piloto da Fórmula 1. "Mesmo sem o problema dos pneus na corrida não teria como ultrapassá-lo." Button estabeleceu a pole position, deixando-o em terceiro. Por permanecer atrás do inglês nas voltas iniciais da prova, Rubinho perdeu pressão aerodinâmica no carro. "Meus pneus traseiros acabaram antes dos dele, por isso ele abria de três a quatro décimos por volta." Os dois estavam com pneus supermacios, que se deterioravam bem mais rápido que os macios. O fato é que Button continua abrindo vantagem na classificação do campeonato. Mas Rubinho faz um alerta. "Olha, se eu somar dez pontos numa etapa e ele, nenhum, a coisa vira", afirmou, otimista. "Para quem está batendo na porta, como eu, uma hora a coisa vai virar." Mas não deixou de elogiar, de novo, Button. "Está guiando como campeão, mas só vou dar parabéns quando o título for conquistado. Até lá, terá de suar a camisa." A estratégia de Rubinho, ainda atrás de seu primeiro campeonato, é uma só: partir para o ataque. "Não tenho problema de dar a cara para bater." Com 23 pontos, Sebastian Vettel, da Red Bull, ocupa a 3ª posição. São quase 30 a menos de Button, mas a versão do carro da Red Bull que estreou ontem no GP de Mônaco deve mostrar seu verdadeiro potencial nas próximas provas. Com ele, Mark Webber ficou, ontem, em 5º. No Mundial de Construtores, a situação da Brawn GP é ainda mais confortável que no de pilotos, pois soma 86 pontos diante de 42,5 da Red Bull, 26,5 da Toyota e 17 da Ferrari. Tanto Button quanto Rubinho não tiveram problemas de maior registro nas seis etapas , embora tenha sido, junto da Toro Rosso, a equipe que menos quilômetros percorreu antes de a temporada começar. "Para o GP da Turquia (dia 7), teremos algumas novidades no carro. A Brawn adotou essa política, agora. Em vez de um pacotão, vamos introduzir pequenos avanços", explicou Rubinho. ACELERADAS A associação das equipes, Fota, reuniu-se ontem. Quer ampliar a proposta de redução de custos a ser discutida com Max Mosley, presidente da FIA, nos próximos dias. Os dois lados estão cedendo. "Podemos elevar o valor e prorrogar a limitação de orçamento para 2011", disse Mosley. A Fota passou a admitir a ideia. Duas equipes deixaram Mônaco como perdedoras: BMW e Toyota. No sábado, ficaram nas quatro últimas colocações e ontem tiveram ritmo muito lento. "Não temos tração", explicou Pascal Vasselon, da equipe japonesa. Mario Theissen, da alemã: "Temos de evoluir rápido". Fala-se que as duas podem deixar a F-1. A McLaren já pensa num companheiro para Lewis Hamilton em 2010. Heikki Kovalainen vai mal. Ontem errou pela 3.ª vez na temporada durante a corrida. Sebastien Bourdais, da Toro Rosso, ganhou um pouco de paz ao realizar, ontem, belo trabalho. "Sair da 14.ª colocação para a 8.ª, nessa pista, representa algo."

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