Barrichello evita falar de trabalho

Em seu primeiro compromisso no País desde a chegada a São Paulo para a disputa do Grande Prêmio Brasil, Rubens Barrichello procurou falar o menos possível sobre seu trabalho na Ferrari. Preferiu manter-se no terreno das generalidades. O piloto diz estar preocupado com a imagem do Brasil dentro e fora das pistas. Segundo ele, seu companheiro de equipe, o alemão Michael Schumacher, decidiu que virá a São Paulo sem a mulher, Corina, por medo da violência na cidade."Não posso dizer que a nossa imagem agora é a pior que já tivemos, mas, sem dúvida, não é boa", avaliou Barrichello. Segundo ele, vários pilotos da Fórmula 1 reclamam de ter de disputar o Grande Prêmio do Brasil, da longa viagem até o País e de terem de enfrentar alguns dos problemas da cidade, como a violência e o tráfego intenso. "Tento argumentar, dizendo que as coisas não são tão ruins assim, mas já aconteceu mais de uma vez de amigos dos pilotos virem para cá e acabarem contando histórias negativas, de assaltos e coisas do gênero."Nas pistas, segundo Rubinho, a reputação do Brasil também não está boa. "Toda essa imagem ruim acaba aumentando ainda mais com a história recente de que as reformas no autódromo foram paralisadas por causa de uma liminar", lamentou. Segundo o piloto, "é preciso gente com mais paixão pelo que faz para que as coisas melhorem."Conforto - Apesar de não esconder a tensão no seu primeiro contato com os jornalistas brasileiros, quando recusou falar diretamente sobre seu trabalho na Ferrari, Rubinho nega que a proximidade do GP do Brasil lhe deixa nervoso. Ao contrário, ele prefere comentar sobre um sentimento de conforto tanto pelo fato de "atuar em casa", quanto no de estar bem mais adaptado à realidade de integrar a equipe Ferrari."O melhor exemplo é o menininho que vai para a escola pela primeira vez", comparou Rubinho. "Se ele gostou dos amiguinhos e se sentiu bem no primeiro ano, é mais fácil voltar no segundo. É o que está acontecendo comigo atualmente na Ferrari."Mesmo após a corrida na Malásia, onde a Ferrari chegou nas duas primeiras posições venceram com relativa facilidade, o piloto preferiu não falar de um favoritismo com relação à McLaren. Segundo Rubinho, o momento atual de sua equipe é ligeiramente melhor do que o da adversária. "Mas no começo de campeonato também é preciso uma certa dose de sorte", afirmou.

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