Basquete australiano promete fim de 'discriminação aérea'

A federação australiana de basquete decidiu rever suas regras para viagens, depois de sofrer críticas por levar seu time masculino a Londres na classe executiva, enquanto a equipe feminina voou na classe econômica.

Reuters

20 de julho de 2012 | 10h18

Dirigentes do futebol japonês também estão sofrendo críticas por motivos semelhantes, mas negaram haver discriminação de gênero.

Defendendo-se das críticas, o executivo-chefe da entidade Basketball Australia, Scott Derwin, ressaltou em nota que "historicamente, mais verbas são dirigidas às Opalas (apelido da seleção feminina)."

"Mas o fato simples é que, quando uma política resulta em desigualdade de gênero, ela muito claramente não é a política certa a ser mantida. Estou instalando uma revisão da nossa política de viagens olímpicas, com o objetivo de assegurar que haja igualdade entre os preparativos de viagens para os times masculinos e femininos que participarem de futuras Olimpíadas."

As "Opalas" foram medalha de prata nas três últimas edições dos Jogos, ao passo que o time masculino (os "Boomers") nunca subiu ao pódio.

A controvérsia australiana ocorreu após a revelação de que as jogadoras japonesas de futebol --atuais campeãs mundiais-- viajaram para a Olimpíada de Londres em condições muito mais apertadas do que a inexpressiva equipe masculina.

"A JFA (Associação Japonesa de Futebol) perpetuou uma divisão sexista que existe há muito tempo no mundo do futebol", criticou o jornal Nikkan Sports.

A seleção masculina fez as 12 horas do voo Tóquio-Paris na classe executiva, enquanto a seleção feminina viajou na classe "econômica premium".

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